Cardápio da Alma

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?
Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?
Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.
Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.
Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.
Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.
Martha Medeiros.

"O outro" e você

Quando o outro não faz, é preguiçoso;
Quando você não faz, é porque está muito ocupado.
Quando o outro passa e não cumprimenta, ele é mascarado;
Quando você passa e não cumprimenta, foi distração.
Quando o outro fica falando de si mesmo, ele é egoísta, só pensa nele;
Quando você fala de você, é porque precisa desabafar.
Quando o outro se esforça para ser agradável, ele está com segundas intenções;
Quando você faz isso, você está sendo gentil.
Quando o outro encara os dois lados da questão, ele é um fraco;
Quando você faz isso, você está sendo compreensivo.
Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, ele tá se excedendo;
Quando você faz isso, teve iniciativa.
Quando o outro progride, é porque ele teve tantas oportunidades;
Quando você progride, isso foi fruto de um trabalho muito árduo.
Quando o outro luta pelos seu direitos, ele é teimoso;
Quando você faz isso, é prova de caráter.


Que tal você observar com atenção e consciência as suas atitudes antes de "classificar" a maneira como "os outros" expressam as deles? 

Lembre-se sempre desta Lei: 
"Semelhante Atrai Semelhante."

Recebido por e-mail.

A receita da dona Cacilda

domingo, 24 de outubro de 2010

Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. 
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução. 
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. 
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. 
- Ah, eu adoro essas cortinas... 
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco... 
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não  depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. 
E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. 
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... 
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. 
- Simples assim? 
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos. 
Calmamente ela continuou: 
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica. 
Depois me pediu para anotar:  
COMO MANTER-SE JOVEM 
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso. 
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. 
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!) 
3. Aprenda sempre: 
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer! 
4. Aprecie mais as pequenas coisas. 
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela! 
6. Quando as lágrimas aparecerem,  aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo. 
7. Rodeie-se das coisas que ama:  
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio. 
8. Tome cuidado com a sua saúde: 
Se é boa, mantenha-a. 
Se é instável, melhore-a. 
Se não consegue melhorá-la , procure ajuda. 
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde  haja culpa 
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade. 
"De nada vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas."

Recebido por e-mail.

Merece quem sabe que Merece

Muitas pessoas não vêem seus desejos realizados porque não têm convicção de que são merecedoras. Será esse o seu caso?

Acontece que
o Universo só percebe o que você sente, demonstra e pensa. Ele não esta lá para julgar os seus merecimentos, mas para cumprir o que você lhe determina. Se você acredita não ser merecedor do que quer, mesmo com fervorosas preces seus desejos não serão cumpridos.
O Universo só tem condições de lhe dar tudo o que você acredita que merece e, mesmo não merecendo, segundo ponto de vista alheio, você será beneficiado.

Isso tudo parece muito complicado, mas
é simples e preciso.

Observe como há pessoas que demonstram ter um péssimo caráter e, no entanto, nada lhes falta - e até sobra! Se você tivesse os poderes do Universo, elas receberiam o melhor de você?  Claro que não mesmo! Mas note como você já serviu - e serve! - a pessoas que lhe parecem egoistas, mesmo não crendo no merecimento delas. Você lá esteve - e ainda está! - a servi-las.
O "segredo" de pessoas assim é o fato de cuidarem muito bem de si mesmas sem nenhum complexo de culpa. Elas não se punem com renúncia ao que lhes faz bem. O Universo as espelha e lhes envia o mesmo tratamento.

Não há aqui nenhum convite a que você tente ser igual a elas, mas  a que acredite que você consegue tudo quando se vê merecedor.

Se você prestar atenção em tudo que ocorre em sua vida, você notará que, seja com pensamentos, ações ou palavras,
foi você mesmo que atraiu, tanto o Bem como o mal.
Não peça absolutamente nada ao Universo. Ele não ouve súplicas! Apenas informe-o de que você merece tudo que deseja ter ou ser. Creia nessa informação e tudo o que desejar lhe cairá nas mãos.

Para quem se ama tudo cai do céu.
Experimente pra ver!

S i l v i a  S c h m i d t
São Paulo / SP - janeiro de 2009 -
Direitos Autorais Protegidos
Copyright ©2009

Conclusão

sábado, 23 de outubro de 2010

O povo não vive a vida, o povo vive o sonho na vida.
Para tentar tornar a nossa vida do jeito que a gente sonha, vamos criando coisas ruins, vamos enchendo o nosso coração de ansiedade, tornando os nossos dias um desfilar de eternos tropeços.
Isso é uma tentativa de distorcermos os caminhos da vida para adequá-la aos nossos sonhos, para vivermos alheios ao mundo real. A vida quer ir para um lado mas a gente a empurra para o sentido contrário. Sonhamos, idealizamos, corremos atrás de ilusões, e só deparamos com decepções, desilusões, frustrações, etc.
Passamos por cima da nossa verdade, renunciamos, sofremos. Adiamos tomar consciência da simplicidade, que é viver o que somos. Adiamos porque um dia o inevitável tem que acontecer, um dia teremos que ceder e nos conformar, assumindo o que é nosso de verdade.
Como vocês correm atrás do que não são, como vocês perseguem a riqueza e o poder... Como vocês se arrastam atrás da beleza, atrás da magreza, atrás da elegância, atrás de tudo o que nem sei mais o que...
Para onde é que vocês estão levando as suas vidas? Que descontentamento é esse? É o materialista correndo atrás das posses. É o espiritualista correndo atrás da ilusão de ser um espírito de luz, sem compreender que para chegar lá há um longo caminho. O pior é que um incentiva o outro para manterem-se no sonho, na ilusão. Um reforça o outro para não desistir. Um reza pelo outro para conseguir materializar os sonhos.
No fim de tudo, todos vão caindo no caminho, todos vão se sentindo derrotados, porque quase sempre os sonhos não correspondem à verdade da vida. É o momento da desilusão, é o momento em que vocês entram em depressão, tornam-se frustrados e não tem nem mais vontade de viver. Uns desistem. Outros ficam na chantagem das promessas. Outros mudam de religião e outros ainda se tornam ateus. 
“Mas ninguém se volta para dentro de si e ouve a sua verdade”.
Neste mundo, as pessoas não sabem mais viver de outro jeito, a não ser mergulhadas nos sonhos, nas ilusões.
“O caminho da libertação é a aceitação da vida como ela é”.
FIM.

Calunga, "Fique com a LUZ".

As ilusões são enganadoras

A gente tem tantas ilusões na vida, mas de repente as coisas não acontecem como a gente sonhou. Mesmo assim, continuamos acreditando nessas ilusões. Elas são tão bonitas, são tão enganadoras. Na verdade, nós somos muito ingênuos, somos facilmente enganados por nós mesmos, pelas fantasias que criamos para nortear a nossa vida. Mas a realidade nunca é aquela que mascaramos com os nossos enganos, porque não fomos criados para viver eternamente na mentira.
Sempre queremos porque queremos, mas quase nunca fazemos esforço na direção de criarmos alternativas. Vivemos empacados na nossa teimosia, nos comportando de maneira contrária à nossa natureza. Pois é, quando não aceitamos o nosso modo de ser e o que temos, vivemos magoados e ofendidos. Quando não estamos no nosso equilíbrio, mas à mercê dos nossos desejos, acontece tudo que não queremos. É a vontade contrariando a realidade.
Tudo isso nos acompanha desde crianças, não? Crianças mimadas que quase todos fomos. E até trazemos isso de outras vidas. Sempre se ofendendo, sempre frágeis. Sempre se magoando e atiçando o orgulho. Atiçar o orgulho através das nossas frustrações é o caminho certo para nos jogar naquele mundinho onde todos temos um prazer em ficar, que é assumir e viver a posição de COITADO.
No início, esse coitadinho fica quietinho dentro da gente, pois, com vergonha do nosso "fracasso", não o mostramos para ninguém. Afinal, o nosso orgulho exige que, frente aos outros, a gente tenha que se mostrar forte. Então, nesse esconderijo, a gente vai blasfemando, vai reclamando da vida, vai dizendo que não ajudamos ninguém mais. E vamos nos tornando pessoas amargas, ofendidas com a vida.
Pois é, minha gente, isso pega, e pega muito forte na nossa vida. Destrói os nosso sistemas imunológicos. Vem daí a tristeza, a depressão, a doença. Como é então que devemos fazer? Como é que podemos conviver com nossas ilusões e as frustrações de não podermos quase nunca concretizá-las?
Pois é, o jeito é não ficarmos nos defendendo das frustrações com o falso "eu" que é o orgulho. Temos que compreender que uma ilusão, uma fantasia é apenas um desejo que pode ou não ser realizado. Mas não uma necessidade básica de sobrevivência, uma condição de felicidade.
Se temos que nos defender, vamos compreender que nem sempre o que queremos é possivel de ser alcançado. Vamos entender que nem sempre o que queremos é o que a vida e Deus nos reservaram. Não é com o orgulho então que nos defendemos, mas com a consciência da aceitação. Com a compreensão de que se não nos foi dado o que queremos é porque não seria bom para a nossa evolução.
Quando compreendemos a sabedoria da vida (que nos dá a medida do que necessitamos), saímos desta energia ruim que nos leva ao sofrimento e às doenças. É preciso pensar com as melhores intenções, no desafio que é viver. Pois, quanto mais acreditarmos que a vida é nossa inimiga - por não dar o que as nossas ilusões desejam - mais vamos brigar com ela, mais vamos nos defender dela. E mais vamos nos afastando de nós mesmos. Mais estressamos o nosso corpo físico, mais estressamos o nosso corpo mental. Daí um passo para as doenças físicas e mentais. Doenças no corpo astral, ativadas por núcleos de desilusões e mágoas.
E como é que se cura, como é que se convive bem com isso tudo? Primeiro, reformulando o corpo astral, fazendo uma avaliação da sua vida, das suas ilusões. Depois, enxergando todas as situações que feriram o seu orgulho e compreendendo o porquê de tanta fragilidade. Finalmente, perdoe. Perdoe de coração a você mesmo. Jogue fora o seu orgulho.
O que realmente cura é a humildade, é a extirpação do orgulho. O orgulho engana muito. A gente pensa que está se defendendo, mas na verdade está sendo refém das próprias ilusões.
“Cuidado! O orgulho é cego.”


Calunga, "Fique com a LUZ".

Fique consciente da sua solitude

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Todos os esforços feitos para evitar a solidão falharam, e falharão, porque eles são contra os princípios básicos da vida.
Você precisa não de algo que o ajude a esquecer a solidão. Você precisa é ficar consciente da sua solitude, que é uma realidade.
E é tão belo experimentá-la, senti-la, porque ela é a sua liberdade da multidão e dos outros. Ela é sua liberdade do medo de ficar só.
Osho, "Amor, Liberdade e Solitude: Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos".

Sofrer não é aceitar a dor

Um homem chegou a um mestre zen e perguntou:
"Como podemos evitar o calor e o frio?". Metaforicamente, ele está perguntando: "Como deveríamos evitar o prazer e a dor?".

Essa é a maneira do zen de falar sobre prazer e dor: calor e frio. "Como podemos evitar o calor e o frio?" 
O mestre respondeu: 
"Seja quente, seja frio".

Para livrar-se da dor, ela tem de ser aceita, inevitável e naturalmente.
Dor é dor — um simples fato doloroso. Porém, sofrer é apenas e sempre a recusa da dor, a reivindicação de que a vida não deveria ser dolorosa.
É a rejeição de um fato, a negação da vida e da natureza das coisas. A morte é a mente que se importa de morrer. Onde não há medo da morte, quem está ali para morrer?
Osho, “A Revolução: Conversas sobre Kabir”.

O poço e a pedra

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

“Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes. Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele. 
O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado:
“Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia!”- pediu ajoelhando-se.
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:
“Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?”
Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:
“Sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima.”
O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço. Pouco depois, veio a voz do monge:
“Pode puxar!”
O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início. Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo. Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:
“Hei, que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo.”
De lá de dentro, o monge pediu calma ao rapaz, explicando:
“Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.”
“Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas idéias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço. Desprenda-se e liberte-se.”
A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Quando pensamentos negativos turvarem nossa mente, nossa razão, ocultando nossos melhores sentimentos, busquemos a luz da verdade e o caminho do bem. Abandonemos as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros de nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho. ”


Desprenda-se e liberte-se!


Recebido por e-mail.

Medicina Oriental

Um ocidental em visita à China ficou surpreso de ver a quantidade de velhos saudáveis, e, curioso sobre os aspectos da milenar medicina chinesa, indagou de um experiente médico qual o segredo para se viver mais e melhor.

Ouviu do mesmo a sábia resposta:
"- É muito simples. É só:
Comer a metade. 
Andar o dobro. 
E rir o triplo."

Fonte desconhecida.

O alicerce da casa

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Para realizar bem sua vida,
você não precisa ser a fachada
do prédio.
Basta ser um tijolinho.
Se for uma pedra do alicerce,
melhor ainda.
São essas pedras escondidas
que sustentam o prédio.

Nossas famílias estão
precisando de gente
humilde e simples.
Gente de FÉ,
que se entregue
silenciosamente,
por amor,
para o bem de seu lar.

Há muitos lares querendo ruir,
porque não suportam o peso
do egoísmo,
da ganância,
do orgulho,
da vaidade e
do amor-próprio.

Não fique triste se ninguém
vê o bem que você faz.
Deus está vendo
e lhe dará a recompensa.

Pe.Luiz Cechinato.

Há certas horas...

Há certas horas em que não precisamos de um amor.
Não precisamos da paixão desmedida. 
Não queremos beijo na boca e nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama... 

Há certas horas em que só queremos
a mão no ombro,
o abraço apertado, ou mesmo,
o estar ali, quietinho,
ao lado ... sem nada dizer ... 

Há certas horas, quando sentimos
que estamos para chorar,
que desejamos uma presença amiga,
a nos ouvir paciente,
a brincar com a gente,
a nos fazer sorrir ... 

Alguém que ria de nossas piadas sem graça,
que ache nossas tristezas as maiores do mundo,
que nos teça elogios sem fim ...
E que, apesar de todas essas mentiras úteis,
nos seja de uma sinceridade inquestionável. 

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado;
alguém que nos possa dizer: 
acho que você está errado, mas estou ao seu lado.

Ou apenas alguém que nos diga:  
SOU SEU AMIGO !! 
 ... E ESTOU AQUI !!

Fazer um amigo é um dom! 
Ter um amigo é uma graça! 
Conservar um amigo é uma virtude! 
 Ser um amigo é uma honra!

Recebido por e-mail.