O Caminho do Trabalhador da LUZ (1)

domingo, 28 de agosto de 2011

Sua consciência é divinamente criativa. Você escolheu seu caminho de vida e suas experiências. Embora geralmente isto não lhe pareça verdadeiro, nas profundezas do seu ser existe uma força criativa que programa certos acontecimentos importantes na sua vida e atrai as experiências que você deseja ter para entender, crescer e se expandir. Essencialmente, você nunca é uma vítima neste mundo. No âmago do seu ser, você nunca é verdadeiramente impotente nem arruinado. Porque, nesse âmago, está a centelha de ‘Deus’ que diz “sim” às experiências pelas quais você passa na forma física, e que sabe que você é capaz de aprender com elas, para que sua consciência se torne ainda mais ampla e compassiva.

Acolha esse poder criativo interior, que atraiu para você a vida que você experiencia agora. Acolha sua vida com todos seus altos e baixos. Você tem o poder de vivê-la bem. A maior satisfação que encontrará será lembrar-se quem você é enquanto estiver na forma física, preso nas exigências e nos desafios da vida na Terra. A recordação de quem você é permite que a centelha de Luz Divina se conecte totalmente com o seu eu-humano. Entregar-se à essa centelha de luz criativa, ilimitada, no seu interior, mudará a sua vida e mudará também a vida de outras pessoas.

Você que está lendo isto e que se sente atraído pela energia Crística, é alguém que deseja irradiar sua luz interior para o mundo. Você deseja se manifestar como um trabalhador da luz, isto é, você sente o desejo de difundir a luz e elevar a consciência na Terra. Sua paixão é pura e real; ela vem do âmago de quem você é, da sua alma. É a centelha de ‘Deus’ no seu interior que o conduz a esse desejo, pois, para ‘Deus’, é natural querer compartilhar alegria, luz e compaixão. Sempre que você se sente feliz por expressar aquilo que você realmente é, você está sentindo a alegria de ‘Deus’ também, pois você e ‘Deus’ são um só coração!
Muitas vezes você se pergunta o que o trabalho de luz realmente é. O que significa difundir a luz ou oferecer a cura para outras pessoas? Esta é a questão que eu gostaria de abordar hoje. Antes de mais nada, precisamos olhar mais de perto para o relacionamento entre as pessoas, quando uma está ajudando a outra. Gostaria de salientar que está acontecendo uma coisa estranha na distinção que a sua sociedade faz entre saudável e doente, ou inteiro de fragmentado. Quando vai ao médico com um problema de saúde, você é uma “pessoa doente necessitando tratamento”. Os médicos devem saber alguma coisa que você não sabe. Eles são os especialistas e você facilmente tem a sensação de que sua saúde está nas mãos deles. Isto não é muito diferente quando você sofre de problemas mentais ou emocionais. Se uma pessoa vai a um terapeuta, a um psicólogo ou a um médico, ela silenciosamente pressupõe que estes especialistas possuem algum conhecimento ou capacidade superior que pode ajudá-la a resolver suas questões. O próprio modo em que o relacionamento entre paciente e médico ou terapeuta se define faz com que algo aconteça com a autopercepção de ambas as partes envolvidas.

Se este relacionamento for enquadrado em termos de um ter maior conhecimento e percepção que o outro, fica subentendido que o paciente precisa do terapeuta/médico para receber alguma coisa que ele mesmo não possui e não pode dar a si próprio. Supõe-se que o terapeuta seja inteiro e saudável, e que esteja oferecendo luz e cura a uma pessoa que está doente e/ou despedaçada. Deste ponto de vista, o terapeuta ou médico está à frente do paciente e de posse de algo que ele oferece àquele que carece desse conhecimento ou capacidade.  

De uma perspectiva espiritual, este ponto de vista é falso e distorcido. Ele faz com que você já comece com o pé errado. Entretanto, ele está profundamente arraigado na sua sociedade, nos cuidados com a saúde física e mental. Observe como é fácil sentir-se menor do que a pessoa que você está consultando para conselho médico ou espiritual. Você é o que tem o problema; ela é a que tem a solução. Uma armadilha comum para as pessoas que ajudam outras diariamente é identificar-se tanto com o papel de auxiliador a ponto de não conseguir se desapegar dele. Elas se definem através desse papel e isto as torna dependentes dos seus pacientes, do mesmo modo que os pacientes se tornam dependentes delas. O paciente pode sentir que precisa do terapeuta para curá-lo, mas o terapeuta também precisa do paciente para sustentar sua imagem de auxiliador – aquela pessoa entendida, grandiosa, que está disposta a compartilhar suas conquistas com os necessitados. Neste ponto é fácil nascer um relacionamento desequilibrado, centrado em poder e dependência.

O trabalho de luz é algo muito diferente. Para entender o que verdadeiramente é o trabalho de luz ou cura espiritual, você precisa abandonar a imagem tradicional de “terapeuta ajudando paciente” ou “médico curando paciente”. Você precisa abandonar a própria ideia de que ajudar quer dizer dar alguma coisa a outra pessoa. A própria ideia de que falta alguma coisa à outra pessoa é prejudicial ao seu processo de cura. A verdade é que a única maneira de ajudar alguém é conscientizá-lo do seu próprio poder e capacidade de curar a si mesmo. A marca de um bom professor é que ele se faz menor em vez de maior. Os verdadeiros professores encorajam você a reassumir o seu poder interior e não aceitam a sugestão de que você é pequeno, necessitado e dependente de alguém mais. Os verdadeiros professores nunca se apresentam como autoridades. Isto é uma coisa boba de se fazer. O verdadeiro presente de um curador é conscientizar a pessoa da sua própria autoridade interna, do fato de que ela é uma centelha de Deus e tem à sua disposição todo o conhecimento do qual precisa.

A cura verdadeira é muito simples. Ela não requer métodos elaborados nem conhecimentos. Estou falando aqui da cura para a alma. Naturalmente, problemas físicos podem precisar da ajuda de médicos especialistas que possuem conhecimentos e capacidades específicos. Entretanto, a cura que afeta a alma é muito simples. Se você for até a raiz dos problemas mentais e físicos de uma pessoa, de alguma forma encontrará a crença de que ela é impotente, desprezível, indigna de ser amada e está condenada.

A causa mais profunda é que a pessoa se sente desconectada do seu verdadeiro ser, da centelha de luz divina que ela realmente é. Oferecer cura a uma pessoa é abrir sua lembrança do Lar, é relembrá-la da sua beleza perfeita, da sua força e inocência.

Como se faz isso? Em primeiro lugar, não existe nenhum método nem remédio fixos. Não é um procedimento mecânico. É uma transmissão de energia que pode acontecer de várias maneiras. Voltarei a este ponto, mais adiante. Em segundo lugar, ninguém se cura a menos que decida se abrir para a cura. Não se pode forçar a cura a ninguém. Ela é uma decisão da pessoa. Na verdade, a cura real é uma espécie de milagre: é o nascimento de uma nova consciência na alma. É uma criação do indivíduo e não pode ser prevista de antemão.
EU SOU Jeshua.

© Pamela Kribbe 2011
www.jeshua.net

O Caminho do Trabalhador da LUZ (2)

Na vida de toda e qualquer pessoa existe um momento em que ela se defronta com a escolha entre a sombra e a luz. A sombra representa a entrega ao autojulgamento, ao ódio de si mesmo, a pensamentos negativos e ao medo. A luz representa a abertura para a bondade, o perdão, a alegria e a abundância que são verdadeiramente a marca da divindade. A escolha depende de cada um.

Mesmo que o mais lindo anjo lhe acene, convidando-o a liberar o passado e entrar no ‘Reino de Deus’, fundindo-se novamente com a centelha de Luz que você é, a decisão depende de você. Se estiver imerso em imagens profundamente negativas de si mesmo ou de outra pessoa, se estiver sob o domínio do medo e da raiva, talvez você nem repare no anjo. Na verdade, o anjo da cura sempre está perto de você. Ele é o seu Eu Superior ou Eu Verdadeiro, sua divindade tentando relembrá-lo de quem você é.

Algumas vezes na sua vida, você encontra pessoas que fazem o papel do anjo da cura por algum tempo. Pode ser que nem estejam conscientes disso, mas elas o ajudam a se lembrar de quem você realmente é. O modo com que elas o escutam ou falam com você permite que uma centelha do seu Eu Verdadeiro repentinamente penetre a sua consciência e você se sinta alegre e inspirado depois de estar com elas. Isto pode inspirá-lo a escolher a luz, e tomar decisões na sua vida que sirvam ao seu Eu Superior, à sua paixão e amor pela vida. A presença do anjo pode servir como um lembrete, e pode ser a chave para a mudança na sua vida, mas mesmo assim, a decisão de confiar e dar um salto de fé é sua. Só você pode fazer o milagre acontecer!

Você deve ter encontrado anjos de cura na sua vida, e provavelmente deve ter sido um anjo de cura para os outros em diversas ocasiões, mesmo que não soubesse disso. O ponto importante aqui é que isto é o trabalho de luz. Não se trata de curar ou consertar as pessoas, não se trata de lhes oferecer soluções para os seus problemas, não se trata de lhes ensinar certas habilidades ou conhecimentos ou regras de ética. Todas essas ações pressupõem que lhes falta alguma coisa, que elas são pequenas e indefesas. A cura espiritual vira esse quadro de cabeça para baixo.

Se você tem a intenção de oferecer cura espiritual para uma pessoa, o que você lhe oferece é realmente uma mudança de percepção. Em vez de se concentrar nos problemas dela, nas suas questões e nos seus sentimentos de impotência, você se concentra na essência da pessoa, na sua inteireza, na sua beleza radiante. Se existe alguma coisa que um curador espiritual pode oferecer, esta é a dádiva da verdadeira visão. Se você for capaz de olhar através da dor, da raiva, do medo e do comportamento autodestrutivo de uma pessoa e enxergar o anjo de luz em seu rosto, você lhe oferece algo muito precioso. Ao enxergar a essência verdadeira da pessoa, você invoca essa essência e a convida a se apresentar. Perceber o verdadeiro poder e a luz interior de um ser humano, mesmo quando eles não se mostram na superfície, é como chamá-lo por seu nome verdadeiro. Não há nada mais poderoso do que ser chamado por seu nome verdadeiro.

O que eu fiz, quando realizei as supostas curas milagrosas, durante a minha vida na Terra como Jesus, foi entrar em contato com a essência divina das pessoas. Quando eu enxergava e sentia a centelha divina em alguém, essa essência despertava e era ela que realizava a cura, não eu. A recordação da própria divindade é que restaurava a saúde mental e até mesmo física daquelas pessoas. Esses encontros nem sempre resultavam em cura, porque sempre dependiam do indivíduo abrir-se ou não para a cura. O milagre estava nas mãos do interessado, e isto é importante lembrar sempre que você trabalhar com pessoas com o propósito de cura.

Toda cura espiritual vem de dentro. Você não cura ninguém como trabalhador da luz. Você cria um espaço de abertura, de não-julgamento, que convida o outro a olhar para si mesmo de uma forma aberta e compassiva. Em vez de tentar resolver qualquer problema externo, você contata a alma do outro e mantém uma visão de confiança e clareza para ele. Esta é a forma de ser do trabalhador da luz. Você tenta devolver ao outro a sua própria grandeza, em vez de se concentrar na sua pequenez. Trabalhar com uma pessoa no nível da alma significa mostrar-lhe a responsabilidade que ela tem por sua própria vida. Se você fizer isto amorosamente e sem julgamento, a pessoa não vai sentir que essa responsabilidade seja um fardo; vai sentir que assumir a responsabilidade é libertador e que a ajuda a reassumir o seu poder pessoal. Ao acreditar realmente nos poderes criativos do outro, você espelha a própria força dele através dos seus olhos e palavras. Concentrando-se no que é inteiro e puro no outro, você reforça isso nele.

Você só pode fazer isso se acreditar verdadeiramente que é possível. Se, em algum nível, você duvidar que o outro seja capaz disso, confirmará o sentimento de fraqueza da pessoa, em vez de invocar sua força. Você é mais poderoso como curador quando confia plenamente na capacidade do outro de resolver seus próprios problemas e abandona qualquer ideia de que ele seja dependente de você. Talvez você sinta que devolver a responsabilidade para o outro desta forma significa abandoná-lo ou dizer-lhe que resolva suas questões por si mesmo. Entretanto, desfazer os laços de dependência não quer dizer que você não esteja mais à disposição do outro para ajudá-lo. Você continua lá, mantendo sua fé na verdadeira força e poder interior dele, encorajando-o a ultrapassar suas limitações auto-impostas e ser tudo que ele pode ser. Mas ele é que vai decidir o que fazer com o espaço de cura que você lhe oferece.

Sei que muitas vezes é difícil ver outras pessoas sofrerem, especialmente quando são seus entes queridos. Pode lhe parecer impossível parar de “ajudá-los”, se desapegar deles e pôr sua energia em outro lugar. Mas, por favor, pare por um instante e pense se você está realmente ajudando-os desse modo. Se eles dependem da sua energia de bondade e apoio para se sentirem bem, como poderão algum dia enfrentar a falta de bondade e apoio deles mesmos em relação a si próprios? No nível da alma, você pode estar reforçando a fraqueza deles em vez de despertar seu verdadeiro poder interior. Isto afeta a ambos negativamente.

Ser um trabalhador da luz ou curador espiritual significa procurar se conectar com os outros de alma para alma. No nível da alma, todos os seres humanos são iguais e ninguém está à frente de ninguém. Todos são centelhas da existência que vocês chamam de ‘Deus’. No nível humano, pode parecer que uma pessoa seja mais entendida, evoluída ou sábia do que outra. Mas, da perspectiva da alma, este tipo de julgamento torna-se obsoleto. Todas as almas estão viajando através do universo infinito e passam por vários ciclos de experiência e crescimento. Pode ser que você esteja ajudando alguém que está sofrendo de grave desequilíbrio emocional, devido às circunstâncias muito difíceis que encontrou na vida. Pode ser que, neste ponto do tempo, você seja aquele que está oferecendo ajuda. Mais tarde, porém, quando esse ser sofredor tiver recuperado sua força, ele pode se tornar seu professor e lhe mostrar sabedoria e compaixão tão profundas, que o surpreenderão.

Para oferecer cura espiritual ou ser um trabalhador da luz, é importante ter sempre em mente que você é igual aos outros no nível da alma. É essencial que você reconheça a sua própria humanidade e que você está realmente no mesmo barco que os outros. Você pode estar mantendo um espaço de luz e compaixão para alguém, mas isto não o torna diferente dele, no sentido de “ser superior” ou “estar acima” dele. Não se identifique com “ser um trabalhador da luz”. Se você se sente atraído para ajudar as pessoas a descobrirem o verdadeiro poder que existe dentro delas, siga sua paixão e faça o que você ama fazer.

O trabalho de luz pode tomar todos os tipos de formas; ele certamente não se limita a oferecer terapia. Geralmente, se você fizer o que realmente ama fazer, verá que inspirará os outros a fazer o mesmo. Ser uno com a centelha de ‘Deus’ no seu coração o conduzirá naturalmente para o tipo certo de trabalho ou de relacionamento ou de lugar para morar. Viver a partir do coração é realmente muito simples. É se conectar com o desejo do seu coração, sua alegria verdadeira, e ousar agir de acordo com isso. É isto que o torna um trabalhador da luz, e não necessariamente o fato de “ajudar outras pessoas”. Porque, ao trazer para o mundo a canção exclusiva da sua alma, você inspira outras pessoas a também acreditarem em si mesmas e a trazerem o melhor de si para o planeta. A luz se irradia naturalmente para fora. Você não precisa se preocupar sobre como difundir a luz no mundo. Não tente ser bom e útil. Tente viver de acordo com sua natureza divina e única, e o mundo será um lugar melhor por causa disso.
EU SOU Jeshua.

© Pamela Kribbe 2011
www.jeshua.net

Um diálogo entre Exu e Oxalá

sábado, 27 de agosto de 2011

O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica. 
Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Exu observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho. 
_Como é difícil a humanidade - pensou em certo momento - parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo... Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.
Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Exu observou cada canto daqueles arredores. Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade. Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos. Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.
Exu suspirou.
_Serei eu o diabo da humanidade? - pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio. Passou horas observando coisas que estava habituado a ver to
dos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.
Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Exu ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:
_Laroyê, Senhor Falante.
Exu ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.
_Èpa Bàbá - respondeu Exu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.
_Noto que está pensativo, amigo Exu - falou Oxalá. 
Exu respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:
_Trabalhamos tanto... e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.
Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Exu, como que prevendo o que seria dito, continuou:
_Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso. É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado. É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho. Sou Exu, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.
_Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo - comentou Oxalá, apoiando-se em seu paxorô.
Exu soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.
_Não sou resignado nem tampouco estou desanimado - falou Exu - estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens. Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Cármica observo muita coisa. Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra. O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne. Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.
Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Exu o impediu de falar.
_Ouça - disse Exu, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor. E ambos ouviram o som que vinha da Terra. O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância. Exu deu outra gargalhada e disse:
_Percebe? Temos trabalho por muitos séculos ainda.
_E isso não é bom? - perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Exu responder e continuou:
_Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo. Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.
_Não estão preocupados em discernir o bem do mal - resmungou Exu.
_E você está, Senhor Falante? - tornou Oxalá.
Mais uma vez Exu gargalhou.
_Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.
_Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?
_Eu conheço os caminhos - respondeu Exu um tanto irritado - para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas. Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal. Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei. Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal. 
_Pobres homens - repetiu Oxalá.
_Pobres homens - concordou Exu - mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal. E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.
_Mas é você o responsável pelo mal? - perguntou Oxalá, admirando o horizonte.
_Sou justo, apenas isso - respondeu Exu.
_Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? - tornou o maior dos orixás.
Exu olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:
_Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.
_Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Exu?
_Imaginei que soubesse disso - respondeu Exu, irônico como sempre.
_Acho que sempre soube. Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações. Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós - e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Exu - sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam. O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.
Exu olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:
_Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz. Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas. O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude. Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.
_Quem diria que trabalhamos em harmonia? - disse Exu em meio a um sorriso - acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.
Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:
_Então, companheiro Exu, não temos porque lamentar. A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar. A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda. Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada. Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.
Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra. Exu levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo.
_Aonde vai, Senhor Falante? - perguntou Oxalá, como se não soubesse.
_Vou trabalhar, Senhor dos Orixás - respondeu Exu gargalhando novamente - Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?
Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido. Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia. Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores.
Douglas Fersan.
Instituto Sete Porteiras

Do 'fracasso' ao 'fracassado'

FRACASSO: Refere-se ao estado ou condição de não atingir um objetivo desejado ou pretendido.
Quantos irmãos vivem na peleja do fracasso? Pelo simples fato de se entregar ou pela condição de querer garantias? Garantia essa que é dada integralmente e com contrato assinado, somente pela morte.
Vivemos em um atado sublime de busca, e no meio dessa busca nos deparamos com situações que terão apenas dois caminhos: Sucesso e fracasso. Sendo que não existe o meio termo, a metade de um sucesso ou a parcela de um fracasso.
Muitas vezes o fracasso é criado de forma íntima, ele não ocorre por fatores externos e sim por condições internas, onde o produtor ou fracassado, tem uma série de condicionamentos e vícios de conduta.
Não escolhe para si e nem por si. Não toma decisões, percorre o caminho do muro e quase sempre vive recuado, enraizado na sua zona de conforto.
O fracassado se apega a valores momentâneos, deposita a sua segurança na ilusão de que está tudo bem. Mudança é um termo assustador, por mais hostil e infernal que esteja o cenário.
O fracasso também pode ter relação genética. Ao invés de aprender com os erros dos nossos pais, recorremos às mesmas formulas. E aí está o resultado: O mesmo casamento ruim da sua mãe, o mesmo emprego medíocre de seu pai, o mesmo vício de seu avô e a mesma depressão de sua tia...
Ainda fico espantado com os indivíduos que lidam com a parte espiritual. Não que ela seja feita de seres especiais, pelo contrário, estamos expostos aos mesmos dilemas. Mas se espiritualidade busca consciência e religiosidade visa sentindo, qual a razão de pessoas com práticas de comando, que não conseguem vencer as próprias limitações?
Falamos o tempo inteiro de medo, crescimento, evolução, visão, reforma íntima, consciência, plenitude, liberdade, amadurecimento, ascensão, entre outras coisas... Mas estamos em prática? Ou continuamos a chocar o fracasso por debaixo de nossas vestes brancas? Quem vende o que não tem - é ladrão...
Quando criança, quase desencarnei de forma prematura, recentemente vi o hálito da morte novamente e isso só reforça que a vida tem valor e eu tenho valor diante da vida.
Por fazer as minhas escolhas, por continuar e lembrar que a vida é um eterno recomeçar. Um vai e vem de emoções, cenários e atores, que usam de uma veste carnal para recontar suas histórias.
Por ter o direito de tentar e errar sem se importar com o que a consciência social quer, pois se a consciência social tivesse valor de aplicação, não escolheríamos para o comando de nossas políticas públicas alguns palhaços de cara pintada... (literalmente!)
Somos o produto final de uma equação que se soma todos os dias. O fracasso é uma variável que muda o resultado, mas só pode ser tratado como lição quando não se torna repetitivo, cíclico e constante.
Mudar de opinião, mudar de lugar, mudar de roupa, mudar de estação, mudar de valor e mudar a mudança. Comece!
Abandone os velhos erros e inicie uma nova jornada. Dê a mão a quem te ama de verdade, reconheça seus limites, mas extrapole os seus potenciais. Seja soberano do seu reino, senhor dos seus princípios e general de suas verdades.
Elimine o fracasso e extermine o fracassado. 
Vença a ti mesmo! 
Abraços!
Jorge Scritori.

Mensagem de um 'espírito' a serviço da Umbanda

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"Boa noite pra quem é de boa noite, e benção para quem é de benção...!!!!

Amigos, novamente venho, por meio de meu menino, para continuar com minha missão e tentar deixar um pouquinho de "prosa" a todos vocês.
Sempre observamos seus pedidos através de suas orações, e enxergamos que a vida para vocês deve estar realmente "dura" ; falta dinheiro, amor, um bom emprego, falta força para o dia-a-dia, faltam amigos ; a pouca paciência, o filho que não obedece, fora o "maldito" excesso de bebida que destrói tudo que vocês gostariam de ter mais ainda não têm.
Curiosos, todos nós do lado espiritual tentamos entender o que realmente está acontecendo com os encarnados e tentamos dar aconselhamentos, palavras de motivação, passamos alguns rituais para tentar interagir energeticamente em seus espíritos mas, aparentemente, tudo isto parece  ser em vão, pois na prática os problemas não mudam e não acabam. Conversando outro dia com um amigo Guardião e comentando sobre este assunto, gostaria de fazer uma pergunta para todos os encarnados:
Fora rezar e reclamar, o que realmente você está fazendo para a sua vida melhorar?
Nós, do plano espiritual, estamos à disposição para auxiliar todos os irmão encarnados que venham nós procurar, por meio de oração, rituais etc., mas  convenhamos, tem hora que cansa, é difícil ajudar quem não quer ser ajudado. Vocês, encarnados, estudam espiritualidade, fazem cursos, se orgulham de frequentar religiões espiritualistas, e quando vestem branco num "centro ai vixxi",.... Se acham pessoas diferentes, se orgulham de ter "entidades" que fazem "milagres", que executam o bem, que falam em nome de Deus e dos Orixás, abusam de procedimentos ritualísticos, transformam nossa amada Umbanda, em certos momentos, num picadeiro de circo, e mesmo assim a vida de vocês não melhora, todos embarcados em dívidas, em desilusões amorosas, em rancores, colocando a culpa do próprio fracasso no irmão mais próximo, no Governo, no clima ; nunca vocês próprios são culpados de nada.
Gente, tá na hora de virar a mesa..!!!
Sabe aquele monte de apostilas, livros, cadernos de anotações de milhares e milhares de cursos e palestras que vocês fizeram pela simples necessidade de falarem que fizeram ou de pronunciar aos "4 cantos" que são seres espirituais ?...
Então... tirem elas do armário, façam alguma coisa com elas, mas façam para vocês, pelo amor de Deus, parem de reclamar e ajam, sejam pessoas ativas, não foquem suas vidas no "Culto a Miséria". Ninguém teve a chance de estar deste lado da criação para ser infeliz, pois na verdade vocês nem sabem o que é felicidade.
A noção de felicidade que vocês têm, possui alicerces fracos, pois vocês colocam a responsabilidade da felicidade no "MOZÃO", que por mais lindo e companheiro que seja, não é você e não estará preparado para passar pelas suas experiências. 
Colocam a felicidade no dinheiro através de um bom emprego, passam toda uma encarnação sendo infelizes na sua atividade, mas mesmo assim, por causa de uma dependência monetária, nunca saem e tentam algo que realmente satisfaça seu espírito e, num belo dia, você é demitido e toda aquela felicidade que se encontrava num emprego, e não em você, se vai novamente.
E assim, repetitivamente, a felicidade é procurada fora de vocês, se tornando frágil e nunca completando o que realmente seu espírito quer.
Gente, parem de ser aquela criança mimada, que puxa a saia da mãe pedindo colo..!!

Tá na hora de assumir a vida de vocês, tá na hora de todos serem independentes em todos os sentidos, sejam eles amorosos, financeiros ou até mesmo espirituais ; chega de colocarem culpas nos espíritos pelos seus insucessos ou pela graça não alcançada pois, nem nós nem Deus, lhe daremos nada, se você continuar inerte, somente a reclamar da vida.
Nós, do plano astral, temos uma missão divina que é dar auxílio, alicerçar e dar sentido à vida, mas, convenhamos, isto não torna nenhum de nós uma "padiola" que tem que carregar seus problemas ou até mesmo vocês.
Pelo Amor de Deus, escutem 
seus Espíritos...!!!!
Nós amamos demais toda humanidade e todos os espíritos, encarnados ou desencarnados, estão de prontidão para tudo o que a lei Maior designa a vocês e, hoje, a Lei Maior designou a mim ser em vocês o que sou para o meu menino.
Um Dente do Siso...(risos)...!!!
Amor desejo a todos e reflito os auspícios dos divinos em suas vidas e Boa Noite para quem é de Boa Noite, e Benção para quem é de Benção."
JANGADA.

Armadura de LUZ

Amados Seres, EU SOU METATRON!
Minha Luz nesse instante envolve todos vocês num vórtice de Amor.
Trago junto a mim Anjos que nesse instante colocam em seus corações a Chama do Amor Coletivo.
Essa Chama de Amor permitirá que vejam todos os seres de uma forma especial, como Seres de Luz, como Irmãos e ensinará a vocês a forma como nós os vemos, e também como 'Deus' os vê.
Muitos de vocês ainda têm um olhar mais amoroso, apenas aqueles que estão mais próximos de ti.
Entretanto meus queridos, já é hora de começarem a entender o Ensinamento do Mestre, que diz: “Amai-vos uns aos outros como EU vos tenho amado”.
A semelhança física que permitiu a vocês definirem parentesco deve ser entendida como necessária, para que apenas pudessem cumprir seus propósitos junto aos seus mais próximos.
Entretanto sua jornada evolutiva vai mais além do que apenas zelar por essa família.
Todos vocês fazem parte da grande Família Cósmica, pois todos são filhos do mesmo 'Pai' Maior.
Portanto, é hora de começarem a olhar para sua outra família, sua Família Cósmica.
Absolutamente tudo em seu mundo tem um Propósito Maior e é preciso que cumpram seus papéis de transformação.
Seu mundo encontra-se num estágio onde o desequilíbrio se faz mais visível aos seus olhos físicos. E isso esta ocorrendo, para que percebam que precisam fazer algo.
Criticar, trazer o medo e insegurança não é o papel da Luz.
O papel da Luz é propagar a Luz!
Muitos de vocês já foram despertados a cada um a sua forma, mas todos deverão ser despertados pelo Amor Divino.
Não cabe mais a vocês uma conduta de ajudar apenas aqueles que  desejam.
A própria energia instalada em todos vocês, identifica que a sua dor afeta o outro e a dor do outro afeta você.
Talvez vocês digam que não conseguem perdoar aqueles que lhe fizeram mal, mas é preciso, pois o seu perdão irá mudar o outro e também você.
Imagine o poder que Deus lhe confiou, através do seu amor, do seu perdão você ajudará o outro a encontrar a Luz.
Veja a importância do seu papel em abrir seu coração, e deixar a Luz de Deus ser enviada aquele que precisa encontrar a Luz.
Meus queridos seres olhem para seu semelhante com um olhar generoso, pois é esse olhar que expandirá o amor que existe dentro de você, e que também mudará o mundo.
Coloque sua Armadura de Luz e
propague a Luz ao Mundo.
Feche seus olhos, respire fundo, peça ao Criador que acenda sua Luz e isso se fará!
Peça ao Criador que permita que sua Luz Interna seja expandida por todo o Universo, e isso será estabelecido!
O papel de todos é propagar a Luz, e isso será possível quando pararem de apenas olhar para vocês e para seus problemas, e colocarem em seus corações o desejo de ajudar o outro.
A todo instante surge em seu caminho alguém precisando de ti.
Se colocar sua Armadura de Luz ao iniciar seu dia, todos aqueles que necessitarem de você receberão a ajuda que necessitam, pois a Luz transforma.
Que nesse instante a Luz Maior estabeleça uma Armadura de Luz em cada um de vocês, e que a vontade do Criador seja cumprida!
EU SOU Metatron, o Senhor da Luz.
Canalização de Sandra M. Luz,
em 25 de agosto de 2011.