O ego é um fenômeno falso

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quem sou de verdade? Quem?
O ego é o único problema, porém ele cria mais mil e um problemas. Ele cria ganância, cria raiva, cria luxúria, cria ciúme, e assim por diante.
E as pessoas vivem brigando, cheias de ganância, de raiva, de luxúria, mas é tudo fútil. Se a raiz não for cortada, novos galhos continuarão a nascer.
Você pode podar os galhos e as folhas, mas isso não basta. Na verdade, com a poda a árvore fica cada vez mais grossa. A folhagem fica cada vez mais espessa. A árvore fica mais forte.
Minha insistência é: não lute contra os sintomas, vá até a raiz do problema, que é só uma - o ego.
Se você aprender a ficar sem o ego, a viver como se você não existisse, a ser ninguém, um nada, então chegará ao supremo. Não há meta mais alta. E ela pode ser facilmente alcançada, porque o ego é um fenômeno falso, portanto pode ser abandonado.
Ele não é uma coisa real - é imaginário, é uma sombra. Se você continuar acreditando nele, ele vai existir. Mas, se olhar fundo, perceberá que ele não pode ser encontrado.
Meditar significa simplesmente olhar no fundo do ser procurando o ego, examinando cada cantinho do ser para encontrá-lo. Mas ele não estará em lugar algum. E, no momento em que você não o encontra em lugar algum, o ego acaba e você renasce.
Osho, "Meditações Para a Noite".

A velhice é sua própria criação

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A velhice no Oriente tem sido imensamente respeitada. No passado era tido como um ato vergonhoso — quando suas crianças já haviam se casado, quando suas crianças já estavam tendo filhos — você estar ainda totalmente apaixonado, ainda escravo da biologia.
A "ilusão" é sempre INTERNA...
Você deveria elevar-se; é tempo de deixar o campo para outros tolos jogarem futebol. Quando muito, você pode ser um juiz, não um jogador...
A menos que você aceite com gratidão tudo o que a vida traz, você está deixando escapar o sentido, não está compreendendo. A infância foi bela; a juventude teve as suas flores; a velhice tem os seus próprios picos de consciência.
Mas o problema é que a infância vem por si própria e com a velhice você deve ser muito criativo.
A velhice é sua própria criação.
Ela pode ser um sofrimento, ela pode ser uma celebração; ela pode ser simplesmente um desespero e pode ser também uma dança. Tudo depende de quão profundamente preparado você está para aceitar a existência e o que quer que ela lhe traga.
Algum dia ela trará a morte também — aceite-a com gratidão.
Osho, "Após a Meia-Idade: Um Céu Sem Limites".

Padrões de Pensamentos

Crer é criar
Na verdade, não precisamos nos esforçar e lutar para conquistarmos uma vida digna e próspera. Só precisamos pensar certo. E o que é pensar certo? Calma, lá Não estou dizendo que você está errado. Aliás, você nunca esteve e nunca estará errado, e sim agindo de acordo com seu estágio de evolução. Com isso, quis apenas dar uma sugestão para que você observe como andam seus pensamentos.
Será que você investe em pensamentos benéficos e nutritivos? Será que você acredita em pensamentos que lhe tragam vantagens interiores e consequentemente exteriores? Será que você está com a mente intoxicada de pensamentos negativos que contaminam e comprometem seu desfrute de vida?
Pare de ler um pouco agora e observe quais são as características dominantes de seus pensamentos. Isso é muito importante, porque criamos aquilo que vivemos através dos nossos pensamentos e das nossas crenças. Pensamento é o modo de formatar a energia de crença.
O poder de crer
Nosso caráter é o que somos, ou seja, é o resultado dos nossos pensamentos e atitudes. Somos como um ímã que atrai para nós e para nossas vidas pessoas e situações que se harmonizam com nossos traços marcantes e que repele tudo o que não se afina com eles. A natureza desse ímã é constituída por nós, é nós temos habilidade necessária para modificar esse imã por meio de pensamento.
Acredito que alguns ditos populares têm profunda sabedoria. Vamos relembrar um pouco:
- Quem semeia vento, colhe tempestade.
- Só se colhe o que se planta
- Aqui se faz, aqui se paga.
- Deus dá frio, conforme o cobertor.
- É preciso dar, para receber.
- Cada um tem o que merece.
Embora de formas diferentes, esses provérbios dizem a mesma coisa: só atraímos aquilo que irradiamos, conscientes ou não disso. E nós só podemos irradiar o que emana de nossos pensamentos, das nossas crenças, das nossas sensações.
Neste momento, pare um pouco, preste atenção: você, como um ímã, está atraindo o que na sua vida? Seus pensamentos e sentimentos estão direcionados à crença de que sua vida está dando certo? Ou você acredita mais nas dificuldades e fracassos?
Qualquer que for a resposta, lembre-se de que tudo pode ser mudado tão logo você mude seu modo de pensar. Se quiser, você pode pensar diferente do que sempre pensou e acreditou. Você não precisa pensar como a maioria das pessoas pensa. Não precisa também continuar pensando da forma que lhe ensinaram o que era certo ou errado.
A prosperidade financeira e o sucesso em todos os campos não são difíceis de conseguir, depois que você aprender a fazer uso do poder das crenças. A vida oferece tudo para todos. Não há privilégios no Universo. Cada um retira da abundância universal aquilo que crê.
Visualizar-se como uma pessoa positiva, radiante, segura e feliz, que consegue enxergar o fracasso temporário como degrau que leva ao sucesso duradouro. Dessa forma, você vai desenvolvendo a habilidade de criar pensamentos prósperos e de sucesso, até que essa mentalidade nutritiva seja algo natural em você.
Você é único
De um modo geral, nos habituamos a usar o termo igualdade para designar coisas semelhantes. Fazemos uma observação superficial de determinados objetos e dizemos que são iguais. Duas rosas, por exemplo, podem parecer iguais, mas são somente semelhantes por pertencerem à mesma espécie.
A inteligência Universal é a unidade, constante e diversa, já que não se repete. Desse modo, você é único, é individual. Você é só você. Por esse motivo, não adianta querer se encaixar nos moldes sociais de como você deveria ser. Não adianta também querer ser aquilo que seus pais desejavam que fosse você. Não é preciso se comparar a ninguém, nem querer ser normal.
Quando quer se enquadrar no padrão normal você deixa de ser natural. Você abre mão da ousadia de ser você mesmo, pois as convenções sociais veem isso como orgulho e arrogância. Você passa a não aceitar em sua verdadeira natureza. Quem vai amar uma pessoa que não desenvolveu a auto-estima? Ninguém, nem você mesmo.
A verdade sobre Nós
Foi preciso que a Essência criasse os corpos, para que pudesse se ver. Para entendermos melhor, podemos usar o exemplo do cinema. A câmera de projeção é a essência; você, ou o eu consciente, é o público. Para que você possa ver o filme é necessário que ele seja projetado numa tela. Nossos corpos exercem a função da tela.
A maioria das pessoas nem sempre consulta a essência, o sentir. Vive mais pelos padrões sociais e com isso tem atitudes contrárias ao que a essência quer.
As convenções sociais determinam atitudes artificiais para que nos engajemos em seus jogos neuróticos, mas a essência tem a sua própria verdade. Se você respeitá-la, não terá problemas. Ficar com o seu sentir, traz consequências benéficas, mesmo que intelectualmente você tenha se condicionado a recusar isso num primeiro momento.
Aprendi a não contrariar minha essência, porque toda vez que desafiei essa sabedoria, nada deu certo.
Condicionamentos perniciosos
Quantas vezes você deixou de fazer algo que a sua essência queria, só para agradar os outros? Quantas vezes você quis rejeitar um convite e não o fez para não desagradar um amigo?
Essas perguntas parecem não ter grande importância na nossa vida. Mas, quantas vezes agimos dessa mesma forma na hora de resolver os assuntos mais significativos para nossa felicidade e conseguimos o resultado inverso. Experimente ficar mais em contato com a sua essência. Não aceite os padrões sociais sem sentir se são válidos ou não para você. Tenho certeza de que isso lhe trará uma sensação de bem-estar.
Seguindo esse senso interior, estamos seguindo o verdadeiro bom senso ou o senso do bem. O que é bom para nossa essência, por certo será um bem ao outro, já que nossa essência é a mesma.
Não é meu intento aqui menosprezar as normas sociais do bom convívio, e sim lembrar que temos um sentido interior que deve ser respeitado. Nosso racional influencia nossa escolha, porque está baseado em valores que os outros dizem ser bons para nós. Esses são os valores do senso comum.
Portanto, ser uma pessoa de bom senso é ouvir a voz do seu sentir. Ser uma pessoa guiada pelo senso comum é ser um ser sem sentido. Lembre-se de que todo louco é aquele que age sem bom senso.
Senso comum é sinônimo de normal, ou aquele que age segundo as normas, o que, em última análise, pode ser sinônimo de louco.
Parece que o natural está mais para louco do que para o normal!
O bonzinho
Na verdade, o “bonzinho” sempre age com a intenção de seduzir. Faz tudo para os outros, esperando que lhe retribuíam com o apoio e proteção nas possíveis situações de rejeição. Dentro dele há um enorme vazio, pois ele não se dá valor e vive cheio de problemas e perturbações.
Bondade não é fazer tudo pelo outro, não é uma obrigação. É um ato de generosidade que vem da essência. É a ajuda sem paternalismo, sem temor e sem expectativa.
Se você tiver a coragem de quebrar a regra que lhe manda sempre dizer sim para tudo, se não se preocupar de ficar à margem do padrão considerado como normal, vai estar cada vez melhor consigo mesmo. Marginalizado e solitário você está, quando não está com você.
Muitas vezes, por medo de ficar à margem, você busca a aprovação dos outros, serve cegamente aos outros e se torna manipulável. Estando ligando ao que você sente, ao seu centro, você não se deixa manipular e isso é digno. E é com essa dignidade que você pode direcionar sua vida rumo ao sucesso e à prosperidade.
Luiz Antônio Gasparetto, “Faça Dar Certo - Cap. 2”.

Novos pontos de vista

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Só é próspero quem tem mentalidade próspera.
Será que somos capazes de enxergar a vida de outra forma?
Você ficaria chocado se eu lhe dissesse que o sucesso é uma questão individual e não social? Ficaria, ou não?


Brasil é o país das vítimas
O Brasil é o país dos coitadinhos, das vítimas e do paternalismo. O “dá pra mim” e o “faz pra mim” são expressões utilizadas constantemente pelas pessoas. Aqui todo mundo gosta de levar vantagem, de ser o primeiro, de ser o mais considerado, de furar a fila dando uma de esperto, e, para isso, usa o papel de coitadinho para conseguir seu intento. Esse modo de atuação acaba funcionando, porque alimenta a vontade que certas pessoas têm de se mostrarem maravilhosas diante dos outros.
Essa mentalidade do coitadinho acaba por afetar a economia do país, pois o vitimismo é o culto das desgraças e, sendo assim, só pode produzir desgraças.
Se a pobreza é vista apenas como injustiça social, os ricos são responsáveis pelos desfavorecidos, sempre considerados coitadinhos e explorados. E o indivíduo rico, que não ajuda os necessitados, não é bem-visto, pois “quem dá aos pobres empresta a Deus”. Partindo desse princípio, as pessoas com necessidades são vistas como seres humanos incapazes de passar por um processo de desenvolvimento que possa transformá-la em indivíduos autossuficientes.
Embora a Natureza não condene ninguém, a religião instigou no homem a crença no pecado. Ao mesmo tempo, passou a ideia de que o acúmulo de riquezas pode ser sinônimo de avareza, tentação e egoísmo. Mas na verdade é que a igreja, no final das contas, fica sempre com as maiores fortunas para manter seu poder. Hipocrisia e nada mais.
Paternalismo
A grande moda do século XXI é o socialismo em suas múltiplas formas, querendo superproteger o povo, enfraquecendo a sua vitalidade natural que é a fonte de toda evolução e revolução social.
O "PF", para VOCÊ, está ótimo!
Essa ajuda paternalista gera como consequência menos responsabilidades e menos estímulo para que as pessoas façam algo por si mesmas, desenvolvendo as riquezas que a natureza semeou dentro de cada um. Ao mesmo tempo, discrimina os coitadinhos, tornando-os mais incapazes e inferiores sem uma real possibilidade de ascensão social. É uma falsa ideia e ajuda perpetuar a impotência.
Os coitadinhos, por sua vez, consideram que os outros têm que ajudá-los e serem compreensivos e complacentes. Com isso, não se movimentam interiormente para garantir seu próprio progresso, permanecendo numa atitude infantil de independência. Só uma pessoa que se recusa a crescer e ser responsável por si pode aceitar o domínio paternalista de alguém.
Protecionismo
Acredito que a reivindicação é um direito e uma necessidade natural da sociedade, mas entendo, também, que os direitos devem ser proporcionais aos méritos.
Na verdade, tanto o paternalismo como o protecionismo reforçam o vitimismo e a incapacidade do homem. No Brasil, a vítima é bastante popular, porque, de um modo geral, acredita-se mais na carência do que na abundância.
Você se faz de "coitadinho"?
Como pessoas que nascem na pobreza chegam à riqueza? Como pessoas privilegiadas, numa família abastada, chegam à pobreza? A sorte e o azar são argumentos populares mais usados para explicar esses fatos. Isso não é verdade. A sorte e o azar não existem, pois seria o mesmo que acreditar que o acaso é o responsável pelo funcionamento do Universo e pelo andamento de sua vida. Como se ela fosse um barco à deriva sem nenhuma inteligência para comandá-la.
Nós podemos rapidamente definir uma pessoa rica como aquela que tem muitas posses materiais e vive bem; a pobre vive uma experiência oposta. E isso não é mentira, não. Mas existe algo além dessa definição corriqueira. Eu diria que o pobre é pobre mesmo porque pensa pobre. Seu universo pobre mental é pobre, mesquinho. As qualidades de seus pensamentos são pobres. Pobres na generosidade, no amor, no afeto, na confiança e na força. Acreditam na carência de seu próprio valor, de seus dons e talentos. Pobre é, também. Pobre de espírito, pois se nega como parte do poder Universal e não enxerga como oportunidade as situações que a vida lhe apresenta. Ser pobre é não enxergar o próprio valor, e não usar o próprio potencial, e não aproveitar as oportunidades na vida para desenvolver os talentos pessoais.
Rico é quem acredita que é
Eu sou merecedor!
A riqueza existe dentro e fora de você, mas só vai se manifestar em sua vida quando você acreditar que tem direito a ela, criando pensamentos prósperos, saudáveis e harmoniosos com a Natureza.
Acredito que se houvesse uma distribuição igualitária da riqueza, a questão da pobreza não seria resolvida. As pessoas usariam a riqueza de acordo com suas capacidades e após algum tempo haveria novamente ricos e pobres. Os de mentalidade próspera multiplicariam o dinheiro, enxergariam chances de progredir; os demais, com certeza, perderiam tudo.
No Brasil, parece que só o pobre é considerado trabalhador, sofredor e oprimido; o rico não. Parece, também, que os esforços de todo trabalho que levou a pessoa à prosperidade, não são reconhecidos. Os valores estão invertidos. Neste país, faz-se mais críticas do que elogios às pessoas prósperas e bem-sucedidas.
Ouço muitas pessoas dizerem que gostariam de ter uma vida mais abastada, com mais dignidade e mais liberdade. Mas o que fazem para obter o que desejam? Será que creem firmemente que podem ter o que anseiam? Na verdade, todos nós temos muitas maneiras de condicionar a mente e alcançar tudo o que queremos, mas como preservar o que vamos conquistar?
As leis são exteriorizações de um sentimento interno. Se as pessoas não tiverem maturidade para compreender os benefícios advindos das leis e teimaram em viver “levando vantagens” em cima dos outros, essas leis permanecerão sendo apenas frases impressas no papel.
No Brasil acreditamos que o pobre está no reino de Deus, pois Seu reino é dos pobres. Ser pobre é ser considerado bondoso, espiritualizado; viver na pobreza nos faz dignos de ingressar no reino dos céus. Quem é rico é visto com desconfiança e desprezo, pois vive entregue às tentações da riqueza e, por isso, corre o risco de ser desviado do caminho dos céus.
Riqueza é espiritualidade
Outro conceito enganoso, mas bastante difundido, é o de que o pobre é humilde, e o rico, arrogante, Ser humilde não é ser o último da fila, não é ser servil. Isso é degradação.
A humildade independe da condição financeira. Ser humilde é saber observar as coisas sem ilusões, é desenvolver uma percepção objetiva e um senso de ordem, espaço, tempo e medida. É, enfim, a capacidade de focalizar a consciência integralmente.
Cada um de nós atrai um lar, um momento ou uma situação de acordo com a qualidade de nossos pensamentos. Por isso, ninguém nasce em berço esplêndido, ou em favelas, por acaso.
Porém, alguns ainda persistem com a visão de que carma significa pagar por crimes, ou pecados, e que a miséria é uma punição de Deus pelos abusos cometidos em outras vidas e que nada se pode fazer até que se salde a dívida.
Assistencialismo e promoção humana
Prosperidade é promoção humana. Durante muitos anos, trabalhei com indivíduos carentes e pude perceber que ajudá-los simplesmente, fortalecia a hipnose – de vítima – em que se encontravam. Por isso, fiz uso da lei de “ensinar a pescar sem dar o peixe”.
Enquanto o indivíduo estiver se sentindo vítima das circunstâncias, da sociedade, ou do governo, ele não conseguirá se promover. E você se sente vítima do que?
Livre-se da vítima, já
Somos constantemente ameaçados pelo desânimo, desespero, e angústia, mas podemos reagir. Não vamos mais aceitar a posição de vítima. Quando reagimos, aprendemos e lucramos. Tudo é conquista. E o que cada um precisa é construir uma atitude mais positiva e progressista.
A vida não quer abstinência, sofrimento, nem escassez. Ela nos proporciona os meios para evitarmos isso. Permita, então, que as riquezas entrem em sua vida. Riquezas intelectuais, artísticas, criativas e também financeiras. Riquezas são conquistas alcançáveis quando você possui uma mentalidade próspera
Luiz Antônio Gasparetto, “Faça Dar Certo - Cap. 1”.

Por favor, não se inspire em mim

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Querido Osho,
Você é a minha inspiração.
Eu ouvi você dizer que nunca teve um mestre; mas houve alguma fonte de inspiração quando você começou a sua jornada?
"A vida em si é o bastante.
Ver as pessoas ao redor – cadáveres ambulantes – é inspiração suficiente, não para ir com elas, não para seguir seus caminhos, mas para encontrar uma pequena trilha, a sua própria, se você quiser estar vivo.
Eu nunca tive um mestre, e eu sou feliz por nunca ter encontrado algum. Em minhas vidas passadas eu estive com alguns poucos mestres vivos. Eles eram pessoas lindas, amáveis, mas uma coisa ficou clara o tempo todo para mim – que ninguém poderia ser uma fonte de inspiração para mim, porque essa palavra 'inspiração' é perigosa.
Primeiro é inspiração, depois se torna seguimento, depois se torna imitação – e você acaba sendo uma cópia carbono. Não há necessidade alguma de ser inspirado por alguém. E não é apenas não ser necessário, é perigoso também. Apenas observando, eu tenho visto... cada indivíduo é único. Ele não pode seguir ninguém mais.
Ele pode tentar – milhões tem tentado por milhares de anos. Milhões são cristãos, milhões são hindus, milhões são budistas. O que eles estão fazendo? A inspiração de Goutama Buda fez milhões de pessoas budistas e agora eles estão tentando seguir seus passos. E eles não estão chegando a lugar algum; eles não conseguem.
Você não é um Goutama Buda e o rastro dele não se ajusta a você, nem os sapatos dele servem para você; você terá que encontrar o tamanho exato de sapato que lhe sirva. Ele é belo, mas isso não significa que você tenha que se tornar como ele. E este é o significado da palavra 'inspiração'. Ela significa que você está tão influenciado que o homem se tornou o seu ideal, que você gostaria de ser como ele. Isso tem confundido toda a humanidade.
A inspiração tem sido um infortúnio, não uma bênção.
Eu gostaria que você aprendesse em toda fonte, para apreciar todo ser singular que encontrar. Mas jamais siga alguém e nunca tente se tornar exatamente como alguma outra pessoa; o que não é permitido pela existência. Você somente pode ser você mesmo.
E isto é um fenômeno estranho: as pessoas que se tornaram uma inspiração para milhões de outras pessoas, elas próprias nunca se inspiraram em ninguém – mas ninguém observa esse fato.
Goutama Buda nunca se inspirou em alguém, e isto é o que fez dele uma grande fonte de inspiração. Sócrates não se inspirou em alguém, mas isso é o que o fez tão singular. Todas essas pessoas, as quais você considera como fontes de inspiração, nunca foram inspiradas por outros. Isto é algo muito fundamental para ser compreendido. Sim, elas aprenderam; elas tentaram compreender todos os tipos de pessoas. Elas amaram pessoas singulares, mas nenhuma para ser seguida. Elas experimentaram ser elas mesmas.
Assim, por favor, não se inspire em mim; caso contrário você nunca se tornará uma fonte de inspiração. Você será apenas uma cópia carbono, você não terá a sua autêntica e original face. Você será um hipócrita: você dirá uma coisa e fará outra. Você mostrará a sua face em situações diferentes com máscaras diferentes, e aos poucos você se esquecerá qual é a sua face verdadeira; são tantas máscaras...
Uma criança nasce – ela não é cristã, nem judia, nem muçulmana – e então nós começamos a lhe colocar uma máscara. Sua face inocente desaparece. Ele morrerá acreditando que é cristã. Pessoas estão morrendo como hinduístas – elas não nasceram hinduístas.
Isso sempre foi um problema permanente para mim, quando havia censo. O recenseador vinha a mim para preencher o formulário e quando chegava na religião eu dizia, 'eu não tenho religião alguma'.
Ele ficava chocado, mas dizia, 'você deve ter nascido em alguma religião. Seus pais devem ser hinduístas, muçulmanos, jainistas.'
Eu dizia, 'isso não faz qualquer diferença. Meu pai pode ser um médico ou engenheiro – isso não fará de mim um médico ou um engenheiro. Ele pode ser um hinduísta ou um muçulmano – isso é um assunto dele. Ele não pode biologicamente transferir sua religião para mim. Se ele não pode transferir seu conhecimento médico para mim, como ele poderia transferir o seu conhecimento espiritual? Isso é uma fraude e eu não quero participar de qualquer fraude.'
As pessoas estão sendo treinadas como atores; em todo este vasto mundo você encontrará todas as pessoas representando papéis. Todo mundo é educado para encenar... Belos nomes – etiquetas, boas maneiras – mas por trás, escondido, está uma psicologia sutil para fazê-lo esquecer a sua originalidade e absorver algum papel que os interesses ocultos querem que você seja.
Nunca se inspire em alguém.
Permaneça aberto.


Quando você vir um belo pôr do sol, desfrute a beleza dele; quando você vir um Buda, desfrute a beleza do homem, desfrute a autenticidade do homem, desfrute o silêncio, a verdade que o homem alcançou, mas nunca se torne um seguidor. Todos os seguidores estão perdidos.
Permaneça você mesmo – porque esse homem Goutama Buda encontrou porque permaneceu ele mesmo. E todos esses belos nomes – Lao Tzu, Chuang Tzu, Lieh Tzu, Bodhidharma, Nagarjuna, Pitágoras, Sócrates, Heráclito, Epicuro – todos esses belos nomes, que têm sido uma grande inspiração para muitas pessoas, foram eles mesmos e nunca se inspiraram em alguém. Foi assim que eles protegeram as suas originalidades; foi assim que eles permaneceram eles mesmos.
Eu estive com mestres e os amei. Mas, para mim, o próprio desejo de ser como eles é feio. Um homem é o bastante; um segundo como ele não irá enriquecer a existência, irá apenas sobrecarregá- la.
Para mim a singularidade dos indivíduos é a verdade maior.
Ame as pessoas quando encontrá-las florescendo em alguma dimensão verdadeira e autêntica. Mas lembre-se que elas estão florescendo por causa da autenticidade e originalidade delas; assim esteja atento para não cair na armadilha de segui-las. Seja você mesmo.
A famosa máxima de Sócrates é: 'conheça a si mesmo'. Mas ela deveria ser completada – ela não está completa. Antes de 'conheça a si mesmo', uma outra máxima é necessária, 'seja você mesmo'; caso contrário você pode conhecer apenas algum ator que você está fingindo ser. Conhecer a si mesmo vem em seguida; primeiro é ser você mesmo.
Os verdadeiros grandes mestres têm sido apenas amigos, uma mão que ajuda, dedos apontando para a lua; eles nunca criaram uma escravidão. Mas no momento em que eles morreram, eles deixaram um impacto tão grande ao seu redor que as pessoas espertas – os teólogos, os sacerdotes, os eruditos – começaram a pregar às pessoas, 'Sigam Goutama Buda.'
Agora o homem está morto e ele não pode negar coisa alguma... E essas pessoas começam a explorar o grande impacto que Buda deixou. Agora toda a Ásia, milhões de pessoas por vinte e cinco séculos têm seguido os passos de Goutama Buda, mas nem um simples Goutama Buda foi criado. Isso é prova bastante: dois mil anos e nem um simples Jesus novamente; três mil anos e nem um simples Moisés novamente.
A existência nunca repete.
A história se repete porque a história pertence ao inconsciente coletivo. A existência nunca repete a si mesma. Ela é muito criativa e muito inventiva. E isso é bom; caso contrário, embora Goutama Buda seja um belo homem, se houvesse milhares de Goutama Buda por aí – se em qualquer lugar que você fosse, encontrasse um Goutama Buda, em todos os restaurantes – você iria ficar realmente entediado e cansado. Isso iria destruir toda a beleza do homem. É bom que a existência nunca repita. Ela só cria um de cada tipo, assim ele sempre permanece raro.
Você também é um de um tipo. Você apenas tem que desabrochar, abrir suas pétalas e liberar a sua fragrância."
Osho, “Beyond Psychology - Cap. 5 – Pergunta 2”.

Faça Dar Certo

Conhecendo-a em seu mecanismo de funcionamento, o homem atrai para si o sucesso e a abundância. Isso porque somos a própria vida em forma de gente, somos, portanto, filhos da abundância natural e não da escassez. Contudo, há aqueles que ainda não conseguem perceber a verdadeira causa da miséria e da riqueza.
Sabemos que muitas pessoas passam por dificuldades, convivendo com a carência de recursos materiais, com desequilíbrios, com a ignorância e com a incapacidade de superar problemas cotidianos. Essas dificuldades nos mostram que, apesar de nascermos para a abundância, muitos experimentam a escassez por não saber viver de acordo com a natureza, colocando-a aparte do fluxo da prosperidade natural.
Entretanto, pelas conquistas do homem, fica claro que a natureza pos a sua disposição recursos ilimitados de desenvolvimento, prosperidade e fartura. Cabe a cada um de nós desenvolvermos habilidades que nos levem a usufruirmos deles.
Para conseguir fazer a sua vida dar certo é preciso trabalhar na reforma do seu modo de olhar e de crer na Vida. Ser otimista é viver ótimo, é saber usar os atributos naturais da mente como o pensamento, a visualização, a crença e a atenção de forma correta. A essa arte se dá o nome de mentalismo, que é a força do homem está na mente, e é com essa força que eles trabalham, realizando experimentos surpreendentes.
Isso porque gerações e gerações foram educadas na corrente mentalista, valorizando a prosperidade, o crescimento e o desenvolvimento.
Acredito que todos nós, cedo ou tarde, nós apossaremos da abundância que nos pertence por direito natural. Isso ocorrerá quando compreendermos que é preciso ter atitudes adequadas para o fenômeno do sucesso possa estar em nossas vidas em todo seu potencial.
Eu afirmo: tudo dá sempre certo em minha vida. E você? Gostaria também de poder dizer o mesmo?
Para conquistar isso não é preciso sofrer. Basta que aceitamos uma realidade inconfundível: - Somos cem por cento (100%) responsável pelo nosso destino.
O acaso é a teoria dos ignorantes.
Conceitos importantes
Quando menciono prosperidade, não estou me referindo só aos aspectos externos da vida, mas também às coisas da alma, tais como: a realização, a felicidade e a sabedoria. Para a Vida, tudo é igualmente importante.
Os termos riqueza e pobreza também não estão relacionados somente com a aquisição ou com a falta de bens materiais. Há várias formas de riqueza e pobreza. Uma pessoa milionária, por exemplo, pode ser pobre em afeto e humor. O termo riqueza refere-se a toda abundância e beleza existentes no universo; o termo pobreza, a toda falta, a toda limitação e a toda ausência de verdadeiros valores.
A verdade é sinônimo de riqueza, e a ilusão, da pobreza.
Pobreza, qualquer que seja, não é algo bonito de se ver. Observe como é desagradável conversar com uma pessoa pobre de charme, de coragem e de humor, que se considera pouco inteligente e que se coloca como vítima o tempo todo. Observe também como não é bonito ver pessoas morando em favelas, ou experimentando uma pobreza de saúde.
Decididamente, minha opinião é pelo sucesso e pela prosperidade. E a sua, qual é?
O sucesso é para quem acredita que pode dar tudo certo em sua vida
Luiz Antônio Gasparetto, “Faça Dar Certo - Introdução”.

Apego aos relacionamentos

Minhas 'conquistas'?
A jornada dos relacionamentos é como experienciamos a nossa jornada de cura, porque nos curamos através do reflexo de nossas feridas, que é uma maneira de nos conectarmos com os outros. Temos uma ferida para curar, encontramos alguém com a mesma ferida e com uma perspectiva de 360 graus de nossa ferida a nossa frente, podemos resolver e curarmos as nossas questões. Esta é a forma como é suposto trabalhar, mas geralmente isto não ocorre. Em vez disto, nós pensamos que há algo errado com a outra pessoa, tentamos curá-la e então seguimos de um relacionamento ferido para o seguinte, imaginando por que não podemos encontrar alguém que esteja curado e íntegro ou pensando que não há amor no mundo para nós.
Isto se torna um apego aos relacionamentos porque vamos de um relacionamento ao outro, pensando que cada um tem a resposta as nossas questões e acreditando que temos que curar o mundo, em vez de nos curarmos. Os Relacionamentos são exercícios na autocura e podemos concluir com um relacionamento ou vinte, porque cada um servirá ao nosso propósito de cura, até completarmos este aspecto de nossa jornada. O que nos ajuda a passar por este processo mais facilmente é lembrar que a vida acontece de dentro para fora - se estiver acontecendo ao nosso redor, ela veio de dentro de nós. Cada relacionamento é um reflexo de nosso relacionamento conosco, uma visão sobre o que podemos transformar para atendermos as nossas próprias necessidades. O engraçado sobre isto é que uma vez que não estejamos mais “necessitados”, as nossas necessidades são sempre satisfeitas.
A decisão é interna...
Como seria mais fácil a nossa jornada se pudéssemos fazer duas perguntas de cada situação: 1- Como isto serve ao meu propósito de cura? E 2- O que eu preciso mudar em minha vibração, pensamento, crenças e energia para terminar este nível de conexão agora? Terminar uma conexão nem sempre significa descartarmos esta pessoa de nossa vida, embora possamos. O fato é que sempre nos conectamos com alguém através de nossas vibrações menos elevadas e do nosso propósito de cura, assim quanto mais rápido resolvermos isto, mais rapidamente poderemos nos conectar em outro nível uma vez que a cura esteja completa.
É fácil ir de um relacionamento ao seguinte e seguirmos este caminho de apego porque cada um confirma as nossas feridas para nós. E isto não pode mudar, até que nós mudemos. De certa forma há um argumento circular - vá você primeiro, não, vá você, não vá você, etc. Quem é o primeiro a começar a cura? Aquele que reconhece a necessidade disto. Então o resto se encaixa e nós então encontraremos alguém que nos dê o que precisamos, porque não mais precisamos disto. Tudo o que buscamos já está dentro de nós, esperando que nos conectemos com isto. E quando acendemos novamente a nossa luz interior, os cantos escuros de nossa jornada de cura são intensamente iluminados e podemos completar os nossos ciclos de cura e entrarmos na paz, na alegria e no amor de nosso Céu na Terra.
©2004/2011 para Jennifer Hoffman. 
http://www.urielheals.com/

Você já é o Todo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Jesus disse: "Eu sou o Todo." Você também é o Todo — Jesus está dizendo aquilo que deveria ser simplesmente conhecido por todos, ser sentido por todos.
Você é o Todo, é a fonte de Tudo, e o Todo está se movendo na sua direção. Jesus é só um representante do que você é. Ele não está dizendo nada sobre si mesmo, está dizendo algo sobre você.
Você é a semente de mostarda, ele se tornou a árvore — ele está afirmando algo sobre você. Está dizendo: "Eu sou o Todo." O que isso significa? Significa que você também pode se tornar o Todo.
Você já é o Todo, mas não tem consciência disso.
Osho, "A Semente de Mostarda".

Juízo Final

Não há um Deus, então não há por que temer o dia do Juízo Final.
Fichário dos "seus" pecados... :)
Jamais haverá esse dia do Juízo Final. Além disso, pense o seguinte: em apenas 24 horas, mesmo que seu Deus seja absolutamente poderoso, quantos milhões de pessoas, que já viveram durante todos os séculos, se reunirão no dia do Juízo Final em um tribunal? 
Haverá um mar de pessoas gritando para serem julgadas. Não acho possível que, em 24 horas, Deus possa decidir quem vai para onde.
O Juízo Final - a própria ideia é  idiota. Haverá tantos arquivos sobre cada um de nós que Deus levará toda a eternidade só para organizá-los.
Osho, "Osho de A a Z - Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora".

Ausência de palavras

Se possível, viva uma experiência e não a fixe com quaisquer palavras, porque isso a tornaria estreita.
Você está sentado... é um anoitecer silencioso. O sol se foi, e as estrelas começaram a aparecer. Simplesmente esteja presente. Nem mesmo diga: "Isso é belo", porque, no momento em que você diz que algo é belo, ele não é mais o mesmo.
Ao dizer belo, você está introduzindo o passado, e todas as experiências que você disse serem belas coloriram a palavra.
Por que trazer o passado? O presente é tão vasto, e o passado tão estreito. Por que olhar por um buraco na parede, se você pode sair e olhar todo o céu?
Tente não usar palavras, mas, se precisar, seja muito cuidadoso em sua escolha, porque cada palavra tem uma nuança própria. Seja muito poético a esse respeito.
Osho, "Osho Todos os Dias".

Deus é uma dimensão festiva

Ser alegre é ser religioso, ser triste é ser irreligioso. Por isso, os assim chamados santos, a meu ver, não são santos coisa nenhuma. Eles parecem tão tristes, tão chatos, tão mortos, como podem experimentar Deus?
Se a experiência de Deus traz tamanha tristeza, então ela não vale a pena. Se a experiência de Deus deixa as pessoas chatas, com cara feia, é melhor evitar Deus. Se por acaso você o vir, fuja.
Essa não é minha visão de Deus. Deve ser o diabo disfarçado de Deus diante desses santos, ele deve tê-los enganado. 
Deus só pode significar celebração, festividade. Deus, para mim, nada mais é que uma dimensão festiva. Por isso, seja feliz e deixe que a felicidade seja sua oração.
Osho, "Meditações Para o Dia".

De amor e para o amor

Lembre-se de que você é amor. A sociedade faz todo mundo se esquecer disso. A sociedade cria todos os tipos de condicionamento que não lhe permitem lembrar que você é amor.
Onde o amor está, 'Deus' está. O amor é a fragrância da presença de 'Deus'.
Lembre-se disso e destrua tudo o que a sociedade criou em você para impedi-lo de se lembrar de sua realidade. Somos feitos de amor e somos feitos para o amor.
Osho, "Meditações Para o Dia".

A Dádiva

domingo, 20 de novembro de 2011

Há os que dão pouco do muito que possuem, e fazem-no para serem elogiados, e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas.

Há os que pouco têm e dão-nos inteiramente.
Esses confiam na vida e na generosidade da vida
e seus cofres nunca se esvaziam.

Há os que dão com alegria e essa alegria é sua recompensa.

Há os que dão com pena, e essa pena é seu batismo.

E há os que dão sem sentir pena,
nem buscar alegria e sem pensar na virtude.
Dão, como num vale o mirto espalha sua fragrância no espaço.
Pelas mãos de tais pessoas Deus fala;
e através de seus olhos Ele sorri para o mundo. 
Kahlil Gibran.