Meditação Nadabrahma

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A MEDITAÇÃO Nadabrahma é uma meditação baseada em mantras, e os mantras são um dos caminhos com maior potencial para quem deseja meditar. Essa meditação é muito simples, porém eficaz.
Quando a meditação é executada da maneira correta, todo o seu cérebro começa a vibrar fortemente, assim como seu corpo. E quando seu corpo vibra enquanto sua mente canta, ambos entram em sintonia. Surge então uma harmonia, em geral ausente, entre os dois.
Sua mente e seu corpo normalmente trilham caminhos separados. O corpo continua com seus afazeres, o cérebro permanece pensando. O corpo caminha, enquanto a mente trilha caminhos além das estrelas. Eles nunca se encontram, e isso cria uma cisão.
Essa esquizofrenia básica surge porque o corpo e a mente seguem rumos diferentes. E você é o terceiro elemento, dividido entre os dois. Uma metade é puxada pelo corpo, a outra pela mente. O resultado disso é uma grande angústia, a sensação de ser rasgado ao meio.
Quando você medita com um mantra, seja nadabrahma ou qualquer outra forma de cântico, o som daquilo que você canta ressoa dentro de você e o corpo começa a responder. Pode ser qualquer som, até mesmo “abracadabra”. Em algum momento o corpo e a mente estarão indo juntos na mesma direção, pela primeira vez. E, quando corpo e mente estão juntos, você está livre de ambos e não se sente dividido. É então que o terceiro elemento, aquilo que você é de fato — quer você o chame de alma, espírito, atma ou outra coisa qualquer — se sente em paz porque não está sendo puxado em direções opostas.
O corpo e a mente estão tão envolvidos em cantar que o espírito pode separar-se deles muito facilmente, sem ser observado, e pode tornar-se uma testemunha. Pode olhar de fora e ver o jogo que está em andamento. O ritmo do mantra é tão belo que nem a mente nem o corpo se dão conta de que o espírito foi embora, discretamente... Eles não costumam permitir isso facilmente.
Quando estiver praticando a meditação nadabrahma, lembre-se disso: deixe que o corpo e a mente fiquem absolutamente juntos. Você, contudo, tem que se tornar um observador. Saia de ambos, gentilmente, lentamente, pela porta dos fundos, sem brigas, sem esforço.
Este é o sentido da palavra “êxtase”: sair de si. Saia de si mesmo e observe. Você encontrará um estado cheio de paz. Cheio de silêncio, contentamento, uma bênção. Isto é tudo que há por trás dos cânticos, é o motivo pelo qual eles prevaleceram ao longo dos séculos. Nunca houve uma religião que não usasse cânticos e mantras.
Há, contudo, um perigo. É preciso sair. Caso contrário, se você não se tornar um observador, você terá compreendido mal. Se você ficar preso à embriaguez do corpo e da mente, se seu espírito também ficar bêbado, nesse caso os cânticos serão inebriantes, intoxicantes. Serão cantigas de ninar, que lhe trarão um bom sono e nada mais. Funcionarão como tranquilizantes. Isso é bom, e não há nada de errado aí, mas também não há qualquer valor real.
Lembre-se, então, desta cilada, que deve ser evitada: os cânticos são tão bonitos que talvez você queira se perder em meio a eles. Se você se perder, terá aproveitado um ritmo interno, terá sido uma boa experiência da qual você terá gostado, mas terá sido apenas uma droga, uma viagem lisérgica.
Os cânticos provocam mudanças químicas no corpo não muito diferentes daquelas provocadas pela maconha ou pelo LSD. Um dia, quando as pesquisas sobre meditação houverem sido aprofundadas, será descoberto que os cânticos criam mudanças químicas, da mesma forma como o jejum também cria mudanças químicas. Depois do sétimo ou oitavo dia de jejum, a pessoa se sente enormemente alegre, flutuando, muito feliz sem motivo algum, como se um peso houvesse sido removido. Seu corpo está passando por uma mudança química.
Sou contra o LSD, assim como sou contra jejuar. E se os cânticos forem usados como uma droga, também sou contra isso. Você não deve usar o som, o cântico, o mantra, como um elemento para intoxicar seu ser. Deixe que seja um intoxicante para o corpo e a mente, mas saia de dentro deles antes que você seja afetado. Fique de fora e observe. Você verá o corpo balançando, a mente em paz extrema e muito calma. Observe de fora, alerta como uma chama.
Lembre-se: se você dormir, não será meditação. Meditação significa percepção e estado de alerta.
INSTRUÇÕES PARA A MEDITAÇÃO NADABRAHMA
Nadabrahma é uma antiga técnica tibetana, originalmente praticada nas primeiras horas da manhã. Pode ser praticada a qualquer hora do dia, a sós ou acompanhado, mas seu estômago deverá estar vazio e você deverá permanecer inativo durante pelo menos 15 minutos após a meditação. A meditação dura uma hora e tem três estágios. Você recebe junto com este livro um CD para ajudá-lo a meditar.
PRIMEIRO ESTÁGIO: 30 MINUTOS
Sente-se em uma posição relaxada, com seus olhos e seus lábios cerrados. Comece a emitir um som, suficientemente alto para ser percebido por outras pessoas e para criar uma vibração em todo o seu corpo. Se quiser, visualize um vaso ou um tubo vazio, preenchido apenas com as vibrações desse som. Haverá um ponto em que o som continuará por conta própria e você se tornará o ouvinte. Não é necessário fazer nenhuma respiração especial e você pode alterar o tom ou mover seu corpo suave e lentamente caso queira.
SEGUNDO ESTÁGIO: 15 MINUTOS
Este segundo estágio é dividido em duas sessões de sete minutos e meio. Na primeira metade, mova as mãos, palmas para cima, fazendo um movimento circular. Começando no centro do abdômen, cerca de quatro dedos abaixo do umbigo, as duas mãos devem mover- se para a frente e depois separar-se, fazendo dois círculos largos que se espelhem à esquerda e à direita. O movimento deve ser tão lento que em alguns momentos pareça não haver movimento algum. Sinta a energia fluindo de você para o Universo.
Após sete minutos e meio, vire a palma das mãos para baixo e comece a movê-las na direção oposta. Agora, as mãos irão aproximar-se ao chegar perto do centro do abdômen e irão separar-se, fazendo um círculo para fora na direção dos lados do corpo. Sinta a energia entrando em você.
Assim como no primeiro estágio, não reprima eventuais movimentos suaves e lentos do restante do corpo.
TERCEIRO ESTÁGIO: 15 MINUTOS
Sente-se ou deite absolutamente quieto e imóvel.
(Observação importante: ao praticar este estágio ouvindo o CD que acompanha este livro, você perceberá que a terceira faixa do CD é silenciosa, não tocando qualquer música. Ao final dos 15 minutos de silêncio desta faixa, você ouvirá o som de três sinos marcando o final deste estágio.)
NADABRAHMA PARA CASAIS
O casal deve sentar-se de frente um para o outro, ambos cobertos por um lençol e segurando as mãos em posição cruzada.
É melhor não usar nenhuma outra roupa.
Ilumine o quarto apenas com quatro pequenas velas e queime um incenso que deverá ser destinado exclusivamente a essa meditação.
Fechem seus olhos e, juntos, emitam um som durante 30 minutos. Após algum tempo, vocês poderão sentir as energias se encontrarem, se juntarem e se unirem.
OSHO, “Aprendendo a Silenciar a Mente”.

EU SOU LUZ

terça-feira, 15 de maio de 2012

Uma das mais importantes sentenças diz: "EU SOU LUZ".
Incluam-na desde cedo em seu dia-a-dia e falem ou pensem sempre nela. Vejam-se tão brilhantes, plenos de luz, como um sol, que abrange todo o ambiente. Se conservarem essa imagem reiteradamente diante de sua visão interna, pensando nela e confirmando-a, então vocês estarão na luz, um foco ardente para as energias de seus professores, que poderão dirigi-las através de vocês para oferecer bênçãos. 
Nesse estado luminoso, vocês estão em harmonia e o mundo exterior não pode influenciá-los, apesar de terem que lidar com ele e nele viver. Nessa vibração, qualquer trabalho lhes parecerá mais fácil e seu interior ficará livre de pensamentos negativos. Eles não podem diminuir sua vibração.
EU SOU LUZ
Familiarizem-se com essas possibilidades, amigos, tudo isso está ao seu alcance e somente precisam desejá-lo ardentemente e absorver por inteiro essa bela expressão e realmente tornarem-se luz! 
A única coisa necessária é a total atenção para voltar sempre a essa expressão quando dela se desviarem ou sua consciência se dirigir totalmente à sua atividade diária. Porém se conservarem a harmonia, essas palavras continuarão agindo, apesar de estarem concentrados em outra coisa.
Esse não é um belo exercício? Gostaríamos de recomendá-lo!...
Boletim Ponte Para Luz. 
Recebido por e-mail.

Do QUE você precisa?

Amados, EU SOU Metatron.
Meus queridos, ah como sinto suas mentes pulsando aceleradamente buscando, buscando, buscando informações externas. São tantas que chegam que não conseguem assimilar uma única informação totalmente.
De que você precisa?
De quem todos os dias cheguem informações sobre a energia que estamos enviando? O que irá acontecer nos próximos meses?
De que você realmente precisa?
Você precisa saber o que acontece dentro de si!
Precisa tocar seu coração, acalmá-lo e sentir no seu pulsar o que ele quer lhe dizer.
E como fazer isso, você deve estar pensando?
Vejam meus queridos...
Seu coração é sua essência, é seu respirar e você não o conhece. Todas as energias que estamos enviando precisam ser sentidas, processadas dentro de vocês e isso deve ocorrer com harmonia e com amor.
Se você não acalmar sua mente, não sentirá as transformações que ela gentilmente está produzindo dentro de ti.
Meus queridos olhem para si e sintam a magnitude do ser que você é. Todos os dias o céu traz sua beleza para dizer, que mais um dia se inicia e que ele é todo seu...
E o que irá fazer dele?
O que fará de seu dia?
Você precisa ser amado, não pelos outros, não pela sua família, mas por você.
Sua jornada é solitária porque o aprendizado é individual, mas também pode compartilhar o que aprendeu e se abrir para aprender com outros.
Sua existência é um presente de Deus e ELE só deseja que viva esse presente com amor.
Cultive tudo aquilo que te ensina, te preenche, te alimenta e esqueça tudo aquilo que te oprime e traz desequilíbrio e doenças.
Vocês não vieram para se anularem, nem para se preencherem de doenças e sentimentos negativos. Vocês vieram para vivenciar novas descobertas, compartilhar, aprender a amar incondicionalmente.
Liberem-se meus amados, liberem-se.
Um arco-íris se abre a sua frente pronto para você caminhar por ele.
Seja feliz e leve essa felicidade ao mundo!
E assim é!

Canalizado por Sandra M. Luz em,
06 de maio de 2012.

Meditações Ativas Para O Homem Moderno

AS MEDITAÇÕES ativas* ou dinâmicas, que têm como princípio a catarse, permitem que todo o seu caos interior seja eliminado. Aí está a beleza dessas técnicas. Mesmo que você não consiga se sentar e permanecer em silêncio, você com certeza pode executar as meditações dinâmicas ou caóticas facilmente. Uma vez removido o caos, surgirá um silêncio em você. Então você será capaz de se sentar em silêncio. Se executadas correta e continuamente, as técnicas de meditação catártica dissiparão todo o seu caos interior. Não é necessário que você passe por um estágio de loucura em sua jornada, como muitas pessoas já tiveram que fazer no passado. É por isto que as minhas técnicas são tão interessantes. A loucura também já está sendo colocada para fora, isso já faz parte da técnica.
É interessante notar que Patanjali, o fundador da ioga, não desenvolveu nenhum método catártico. Ao que parece, não eram necessários na sua época. As pessoas eram naturalmente mais silenciosas, pacíficas, primitivas. A mente ainda não funcionava tanto. As pessoas dormiam bem e viviam como os animais. Elas não eram tão pensativas, lógicas e racionais. Estavam mais centradas no coração, como acontece com os povos primitivos ainda hoje. Além disso, a vida funcionava de uma forma tal que produzia muitas catarses automaticamente.
Pense em um lenhador, por exemplo. Ele não precisava de catarse porque, ao cortar a lenha, todos os seus instintos assas sinos eram eliminados. Cortar lenha é como assassinar uma árvore. Um pedreiro não precisava fazer meditação catártica, ele a fazia o dia inteiro.
Mas as coisas mudaram para o homem moderno. Hoje nós vivemos em tamanho conforto que não existe a possibilidade de realizarmos qualquer catarse em nossas vidas, exceto, é claro, se você dirigir como um louco!
*Nota do editor: Ao longo de sua vida, Osho desenvolveu diversas técnicas de meditação ativa especialmente para o homem moderno. Muitas envolvem um período de intensa atividade física e catarse, seguido por um período de observação silenciosa e celebração. Todas essas meditações são acompanhadas com música para ajudar a guiar o meditador através dos diferentes estágios. Este livro contém uma das técnicas mais passivas e femininas, a meditação Nadabrahma, nos capítulos seguintes. Outras técnicas mais ativas incluem a meditação dinâmica, a meditação Kundalini e a Nataraj.
É possível que você já tenha observado que, ao dirigir quando está com raiva, você vai mais rápido do que de costume, continua a pisar no acelerador e simplesmente se esquece de que existem freios. Quando está irritado e com muito ódio, o carro se transforma em um meio de expressão. Tirando isso, você vive muito confortavelmente, faz menos exercícios físicos a cada dia que passa e vive mais e mais dentro de sua mente.
Aqueles que têm conhecimento sobre os centros mais profundos do cérebro costumam dizer que os trabalhadores braçais são pessoas menos ansiosas e tensas, que dormem melhor. Isto pode ser explicado porque as mãos estão conectadas com a parte mais profunda do cérebro. Quando você trabalha com as mãos, a energia está fluindo da cabeça para as mãos e sendo liberada. As pessoas que trabalham com as mãos não precisam de uma catarse, mas aquelas que realizam trabalhos essencialmente mentais precisam de muita catarse porque acumulam energia demais e não possuem uma saída ou abertura por onde ela possa ser liberada do corpo. Essa energia permanece dentro da mente o tempo todo, enlouquecendo-a.
Contudo, em nossa cultura e sociedade — no escritório, na fábrica, no mercado —, aqueles que trabalham com a mente são conhecidos como os “cabeças”: são os chefes, gerentes, diretores, presidentes. Já os que trabalham com as mãos são a “mão-de-obra”, há um significado pejorativo associado ao trabalho manual.
Antigamente, não havia a necessidade de catarse, porque a própria vida já era uma catarse. Hoje, porém, não é mais assim. Por isso inventei os métodos catárticos. Somente após executá-los você será capaz de sentar-se em silêncio, mas não antes.
Eu também tenho insistido na ideia de celebrações como parte de suas meditações. Neste mundo onde a consciência reina, nada é mais útil do que celebrar. Celebrar é regar unia planta. Preocupar-se é o oposto, é cortar raízes. Meu conselho é ser feliz, dançar com seu silêncio, O momento está aí, aproveite-o. Por que pedir mais? Amanhã será um novo dia, mas este momento é o bastante. Então, por que não vivê-lo, é celebrá-lo, dividi-lo com outros, aproveitá-lo? Deixe-o transformar-se em uma canção, uma dança, um poema. Permita que seu silêncio seja criativo, faça algo com ele.
Milhões de coisas se tornam possíveis, porque nada é mais criativo do que o silêncio. Não é preciso ser um grande mestre da pintura, um Picasso. Não é necessário ser um grande líder ou um grande poeta. Estas ambições de grandeza pertencem à mente e não ao silêncio.
Mesmo que o resultado seja insignificante, pinte, escreva um poema, cante, dance um pouco, enfim, celebre e você verá que o momento seguinte trará mais silêncio. Quanto mais celebrar, mais receberá em troca. Quanto mais compartilhar, mais será capaz de receber. A cada momento esse movimento cresce. Se o momento seguinte nasce sempre do atual, então por que se preocupar com isso? Se o momento atual é um silêncio, como o momento seguinte poderia ser caótico? De onde o caos virá? O momento seguinte nascerá do momento atual. Se estiver feliz neste momento, como poderei estar infeliz no seguinte?
Se quiser que o momento seguinte seja triste, então você precisa estar infeliz no momento atual, porque a infelicidade só gera mais infelicidade. Da mesma forma, somente a felicidade pode gerar felicidade. Não importa o que você queira colher no próximo momento, você deve plantá-lo imediatamente. Quando você permite que a preocupação exista, você começa a pensar que o caos também existirá, e ele virá, de fato, porque você mesmo já o trouxe. Você é obrigado a colher aquilo que plantou.
Lembre-se disso, que é algo realmente estranho: quando você está triste, nunca pensa que sua tristeza pode ser imaginária. Jamais encontrei uma pessoa triste que me dissesse que sua tristeza talvez fosse imaginária. A tristeza é absolutamente real. Mas, e a felicidade? Imediatamente algo sai errado e você começa a pensar: “Talvez ela seja imaginária.” Sempre que você está tenso, jamais pensa que sua tensão e angústia possam ser uma fantasia. Se pudesse, elas desapareceriam. Assim, se você pensa que seu silêncio e sua felicidade são imaginários, eles desaparecerão.
Tudo o que se percebe como real torna-se real. Tudo o que se percebe como irreal torna-se irreal. Lembre-se de que você é o criador de todo o mundo a seu redor. É tão raro atingir um momento de felicidade total — não desperdice esse momento com pensamentos. Mas, se você não fizer nada, poderá ficar preocupado. Se não dançar, cantar, nem compartilhar, a possibilidade da preocupação estará sempre lá. A própria energia que poderia ser canalizada para algo criativo irá gerar essa preocupação. E isso criará novas tensões dentro de você.
A energia tem que ser criativa. Se você não usá-la para a felicidade, a mesma energia será usada para gerar infelicidade. E como você tem hábitos tão arraigados para a infelicidade, o fluxo da energia provavelmente já se tornou bastante frouxo dentro de você. Para criar felicidade você precisa fazer muito esforço.
Assim, você terá que estar constantemente consciente e, sempre que houver um belo momento, deixe-o agarrá-lo, possuí-lo e aproveite-o em sua totalidade. Se fizer isto, será impossível que o momento seguinte seja diferente. Por que seria diferente? De onde viria?
O tempo é criado dentro de você. Seu tempo não é o mesmo que o meu. Existem tantos tempos paralelos quanto existem mentes. Não existe um tempo único. Se houvesse, haveria dificuldades. Se assim fosse, não seria possível que alguém, nesta mísera raça humana, se tornasse o Buda, porque pertenceríamos todos ao mesmo tempo. Não, o tempo não é o mesmo para todos. Meu tempo vem de dentro de mim, é minha criatividade. Se este momento é belo e se o próximo nasce ainda mais belo — este é o meu tempo. Se este momento é triste para você, então um momento ainda mais triste nascerá dentro de você — este é o seu tempo. Há milhões de linhas de tempo paralelas. Mas há pouquíssimas pessoas que existem fora do tempo — aquelas que atingiram a não-mente. Essas pessoas não têm tempo porque não pensam a respeito do passado. O passado já foi e somente os tolos pensam nele. Quando algo se foi, passou, já não é mais.
Há um mantra budista que diz gate, gate, paragate — swaha, o que quer dizer “passado, passado, totalmente passado — deixe-o queimar” O passado é passado, o futuro ainda não chegou. Por que então se preocupar a respeito? Quando o momento chegar, você estará ali para encontrá-lo, não há motivo para ansiedade. Só o momento atual importa, puro, intenso, cheio de energia. Viva este momento! Se ele for feito de silêncio, seja grato. Se for de pura felicidade e contentamento, dê graças a Deus e tenha fé. Se tiver fé, ele crescerá. Se for descrente, você já o terá envenenado.
OSHO, “Aprendendo a Silenciar a Mente”.

Autopercepção E Não Autoconsciência

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A AUTOCONSCIÊNCIA é uma doença, enquanto a autopercepção é saúde. Qual é a diferença? As palavras aparente mente querem dizer a mesma coisa. Podem até significar a mesma coisa, mas, quando as uso, são diferentes.
Quando falo em autoconsciência, a ênfase está no eu. Quando falo em autopercepção, estou falando de percepção. Se quiser, você pode usar a mesma palavra, autoconsciência, para as duas coisas. Se a ênfase for na “consciência” será saudável. É uma diferença muito sutil, mas muito importante.
A autoconsciência é uma doença porque ela significa que você está permanentemente consciente do seu “eu” Você fica pensando: “Como as pessoas estão se sentindo a meu respeito?”, “Como estão me julgando?”, “Qual será a opinião delas: será que gostam de mim ou não, será que me aceitam ou me rejeitam, será que me amam ou me odeiam?”. Você está sempre concentrado no “mim”, no “eu”, o centro é sempre o ego. Isso é uma doença, o ego é a pior doença que existe.
Contudo, se você mudar o foco, se deslocar a ênfase do ego para a consciência, não se preocupará se as pessoas o aceitam ou o rejeitam. Nesse caso, a opinião delas não importa, tudo o que você quer é estar alerta em todas as situações. Assim, não é importante se elas o amam ou odeiam, se o consideram um santo ou um pecador, nada disso importa. O que dizem ou pensam de você não lhe diz respeito, é problema delas, elas devem decidir por conta própria. Você só tenta estar alerta em todas as ocasiões.
Talvez alguém se aproxime e se curve diante de você, dizendo que você é um santo. Você não deve se preocupar com o que essa pessoa diz ou no que ela acredita. Deve apenas permanecer alerta para que essa pessoa não o arraste de volta à não-percepção, só isto. Da mesma forma, se alguém o insultar e agredir, não se importe com isso. Apenas tente ficar alerta e você permanecerá intocado — esta pessoa não pode arrastá-lo para lugar algum.
Agindo assim, você será sempre o mesmo, ao ser elogiado ou condenado, no sucesso ou no fracasso. Através de seu estado de percepção, você atinge uma tranquilidade que não pode ser perturbada de forma alguma. Você se liberta das opiniões das pessoas.
Essa é a diferença entre um religioso e um político. O político está sempre consciente do “eu”, sempre preocupado com a opinião alheia. Ele depende dos votos e da opinião alheia. Os outros são seus mestres e também aqueles que decidem por ele. Já uma pessoa religiosa domina seu próprio ego, ninguém pode tomar decisões por ela, que não depende de votos nem opiniões. Se você for até ela, tudo bem. Se você não for, tudo estará bem da mesma forma. Não há problema algum, ele continua sendo o mesmo ser.
Agora gostaria de dizer algo que parece paradoxal, mas, apesar disso, é a mais pura verdade: as pessoas que são autoconscientes — com ênfase no ego — não possuem ego. É por isso que são tão autoconscientes, porque têm medo de que alguém possa arrancar seu ego. Essas pessoas não são senhoras de si, pois seu ego foi tomado emprestado de outras pessoas. Pensando dessa forma, se alguém lhes sorri, seu ego é acariciado. Se alguém as ofende, algo terá sido subtraído e sua estrutura ficará abalada. Se alguém está com raiva, elas ficam com medo. Se todo mundo ficar com raiva ao mesmo tempo, para onde elas irão, quem serão elas? Sua identidade estará quebrada. Se todo mundo sorrir e disser: “Você é ótimo”, então elas serão ótimas.
A pessoa que é religiosa e autoconsciente — com ênfase na consciência — possui um ego autêntico. Você não pode tirar esse ego dela, não pode dar-lhe um, ela o atingiu por si mesma. Se o mundo inteiro ficar contra ela, seu ego lhe fará companhia. Se o mundo todo a seguir, seu ego não será inflado. Ela possui uma realidade autêntica, um centro.
Uma pessoa política não possui um centro, tenta criar um falso. Ela pega algo emprestado de você, um pouco de outra pessoa, é assim que funciona sua vida. Uma falsa identidade, uma colagem da opinião de várias pessoas, essa é sua identidade. Se o povo se esquecer dela, estará perdida, no meio do nada. Na verdade, será um ninguém.
Por exemplo, se uma pessoa se tornar presidente, subitamente ela será alguém. Quando deixar de ser presidente, será um ninguém. Todos os jornais o esquecerão. Será lembrado apenas no dia de sua morte e, mesmo assim, haverá apenas umas poucas linhas no obituário. Será lembrado apenas como um ex-presidente, o antigo ocupante de um cargo qualquer, não como um ser humano. O que aconteceu? Um homem desapareceu, apenas isso. Enquanto você ocupa um cargo, você está na primeira página de todos os jornais e revistas. Não é você que importa, mas o seu cargo.
Assim, todos os que são pobres por dentro estão sempre em busca de uma posição, dos votos das pessoas, de opiniões. É assim que procuram desenvolver uma alma — obviamente, uma falsa alma.
Os psicólogos conseguiram chegar ao cerne do problema. Eles dizem que quem tenta ser superior sofre de um complexo de inferioridade, e que as pessoas que são realmente superiores não dão a mínima para isso. São tão superiores que nem sequer percebem que o são. Apenas uma pessoa inferior pode estar consciente de sua superioridade — e é facilmente ofendida nesse ponto. Basta você insinuar que ela não é tão maravilhosa quanto pensa para deixá-la com raiva.
Apenas uma pessoa superior pode ficar para trás, ser a última da fila. Todos os que se sentem inferiores estão tentando chegar ao primeiro lugar, porque pensam que, se forem os últimos, não serão alguém. Eles têm necessidade de estar na frente, de viver na capital. Precisam ter muito dinheiro e morar em mansões, precisam ser isto ou aquilo. As pessoas que se sentem inferiores sempre tentam provar sua superioridade através de seus bens materiais.
Resumindo, as pessoas que não têm um ser tentam se tornar um ser através das coisas: cargos, nomes ou fama.
Li em um livro sobre Lenin que um dia alguém o convidou a ouvir as sinfonias de Beethoven. Ele recusou enfaticamente. Na verdade, foi até mesmo um pouco agressivo em sua resposta. O homem que o convidara ficou incrédulo e quis saber o motivo. “Por quê? As sinfonias de Beethoven estão entre as maiores criações do homem.” Lenin respondeu: “Talvez, mas toda boa música é contrária a revoluções porque propicia um contentamento muito profundo e, desta forma, a música pacifica as pessoas. Portanto, sou contra todo e qualquer tipo de música.”
Se boa música se espalhasse pelo mundo, as revoluções desapareceriam. A lógica é relevante! O que Lenin está dizendo é verdade para todos os políticos. Eles não gostariam que a boa música se difundisse no mundo, não querem grande poesia, nem grandes meditadores, não querem pessoas em êxtase nem euforia, porque, se isso tudo ocorresse, qual seria o destino das revoluções e das guerras? O que aconteceria com todas as bobagens que acontecem no mundo?
As pessoas precisam permanecer sempre em um estado febril, pois só assim podem ajudar os políticos. Se o povo estiver satisfeito, contente, feliz, quem se importará com o governo? As pessoas o esqueceriam completamente. Elas apenas iriam querer dançar, ouvir música e meditar. Neste cenário, que importância teria o presidente americano? Nenhuma. Mas quando as pessoas que não têm um “eu” não estão satisfeitas, elas continuam a apoiar outros “eus” porque esta é a única maneira que têm para obter apoio para suas próprias existências.
Lembre-se de que a autoconsciência — com ênfase no ego — é uma doença muito grave e profunda. Você deve se livrar dela. A autoconsciência — com ênfase na consciência — é uma das coisas mais sagradas que existem no mundo porque pertence a pessoas sadias, que alcançaram seu centro. Elas são conscientes. Não são pessoas vazias, mas realizadas.
OSHO, “Aprendendo a Silenciar a Mente”.

ESCOLHER EXPERIENCIAR Amor e Luz

domingo, 13 de maio de 2012

Falaremos hoje sobre o assunto da energia negativa e positiva e dos efeitos dos seus ensinamentos e crenças do passado. 
Muitas pessoas estão encontrando pensamentos negativos e formas pensamento. Elas não entendem e, portanto, são forçadas a interpretar isto das formas que lhes foram ensinadas. 
As energias de seus corpos, seu mundo inteiro, seu sistema solar e toda a sua galáxia estão sendo elevados pelas frequências entrantes de uma ordem muito superior e de pureza. 
Visualizem um lago pacato estando ali em seu lindo cenário por muitos anos. Tudo, em seu ciclo natural, completou sua vida e foi para o fundo do lago, invisíveis. Agora vamos instalar uma poderosa fonte de pura água bem no meio do lago. Como a água parecerá agora? No início, bem lamacenta, não é mesmo? Mas muito em breve haverá menos e menos lama e mais pureza conforme a água nova substitui a velha. É aí que vocês estão agora. 
Resta muito, muito menos negatividade. A maior parte dela flutua ao seu redor, procurando por uma casa, por assim dizer. Ela tentará se alojar onde lhe for possível. Nós pedimos que vocês agora se lembrem de que são seres soberanos e estão à mercê de absolutamente nada. Não existe um ser ou pensamento que pode penetrar em vocês sem sua permissão
Vocês são absolutamente capazes de despachar qualquer coisa negativa de vocês e retornar à Luz do Criador. 
Com a quantidade e a pureza de luz entrante durante o resto deste período, vocês em breve testemunharão e concluirão um mundo de polaridade de qualquer tipo. 
Vocês não precisam mais experimentar o medo de qualquer força escura, como lhes foi ensinado. Vocês podem escolher experienciar amor e luz. Simplesmente não há escuridão que possa derrotar a luz. Nunca houve. 
Por favor, deixem ir a crença nessas coisas. Devolvam-na para a luz. Substituam-na pela crença no seu próprio poder soberano sobre si mesmo e em seu Criador. 
Muito, muito em breve todas essas coisas pararão de ser um problema. 
Até vocês experimentarem isto, por favor, tomem minha espada e escudo e chamem as legiões para protegê-los. Vocês têm nossa promessa de que não serão deixados sozinhos. 
Nós não desejamos provocar medo, mas é para esclarecer as coisas àqueles que estão experimentando as águas turvas que estamos falando. 
Não fiquem com medo, queridos. 
Falamo-nos de novo. 
Miguel 
Canalizado por ©Ronald Head em, 
11 de maio de 2012.

CURTAM! Sua vida foi concebida para isso!

Agora nós falaremos da sua reunião com outras facetas do seu ser. 
Vocês compreendem que este tempo é único para todas as outras ascensões deste universo. Vocês sabem que um número incontável de outros se reuniram provindos de imensas distâncias para testemunhar isto. Seus eu futuros e passados devem ser incluídos nesse número. 
Seus eu futuros estão, na verdade, se comunicando com vocês da mesma maneira que nós o estamos fazendo neste momento. Eles frequentemente lhes dizem isto. 
Conforme vocês elevarem sua consciência, vocês tornar-se-ão mais e mais cientes dessas outras facetas de si mesmos. Elas tornar-se-ão partes do seu momento de existência no momento. Na realidade, elas sempre foram, mas agora vocês começarão a conseguir integrar essa conscientização.
Devemos adicionar uma advertência a esta declaração. Será assim se vocês desejarem. Nada deve ser forçado. Nada pode ser forçado. Pensem no que estamos dizendo aqui e em tudo que suas outras comunicações telepáticas têm-lhes dito. 
Vocês realmente estão preparados para a reunião com seus irmãos e irmãs que vocês têm pedido? 
Se vocês realmente acreditam que estão preparados, nós aconselhamos que vocês comecem a aceitar todos os seus eu passados e futuros. E isto inclui o que muitos se referem como seus eu sombrios. Perdoem e aceitem tudo o que vocês são ou podem ter sido. Pois, verdadeiramente, vocês têm sido tudo. Este é o propósito de sua existência. 
Enxerguem além de todo o medo de quem vocês possam se tornar, ou possam ser no futuro, pois é este que vocês estão convidando tão ardentemente. 
Vocês acham que eles estão aguardando por um convite? 
Ou vocês pensam que talvez eles realmente estejam esperando por uma aceitação amorosa? 
Eles não disseram uma e outra vez que eles não virão para criar medo e caos? 
Pensem no que vocês sentiriam, verdadeiramente sentiriam no fundo de seus corações, se vocês saíssem agora mesmo e fossem se encontrar com a visão daqueles que tão obviamente não eram da sua Terra. Se vocês estão certos de que seria pacífico, pensem em como todas as pessoas da sua vida diária reagiriam hoje a um evento assim. 
É por isso que está demorando tanto para atingir um ponto em que isto produziria mais bem do que mal. Um pouco mais de conscientização expansiva é preciso, mas isso vocês estão integrando enquanto nós conversamos. 
Muitos outros "upgrades" importantes estão para ser experienciados na parte restante de seu mês. Eles são grandes mudanças que vocês trouxeram, e nós os parabenizamos por seu aprendizado em integrá-las mais suavemente. Muitos de seus sintomas dolorosos que vocês experimentaram estão começando a amenizar. Vocês estão, como vocês dizem, "pulando os obstáculos". A chave é a sua aceitação
Há aqueles que se voluntariaram para ser "cobaias", como nós pensamos que vocês os chamam. Eles assumiram antes estas coisas para que vocês tivessem menos dor e desconforto nesta época. Eles deveriam receber sua gratidão. 
Agora, conforme vocês começam a seguir os passos deles, por favor, entendam que vocês estão entrando em reinos de conscientização que vocês jamais podem ter experimentado nesta vida. Vocês podem vivenciar ou ver outros vivenciarem coisas marcantes. 
Vocês não estão ficando loucos. 
Vocês estão recuperando a sanidade. 
E vocês, bastante provavelmente, experimentarão coisas que seus amigos não experimentarão, tal como provavelmente vocês não experimentarão exatamente como eles experimentarão. 
Não é diferente de sua experiência anterior, é? 
Nós já lhes dissemos para aceitar. 
Ao fazer assim, nós teremos uma ideia maior para vocês. 
Brinquem com isso. 
Descubram quem e o que vocês são. 
Descubram o que vocês podem fazer. 
Digam a si mesmos: "Se eu posso fazer isto, então eu posso...". 
Concluam isto sozinhos. 
Curtam! 
Sua vida foi concebida para isso! 
Nós lhes oferecemos todo o nosso apoio e lhes enviamos amor e luz. 
Falamo-nos amanhã. 
Miguel
Canalizado por © Ronald Head em, 
12 de maio de 2012.

A Psicologia dos Budas

SIGMUND FREUD criou a psicanálise baseada na análise da mente. Ela está confinada apenas ao estudo da mente. A psicanálise não se distancia nem um milímetro da mente, ao contrário, ela se aprofunda cada vez mais dentro da mente, em suas camadas ocultas, no inconsciente, para descobrir como fazer para que a mente humana seja ao menos normal. O objetivo da psicanálise freudiana não é muito ambicioso.
Seu objetivo é manter as pessoas dentro da normalidade. Mas ser somente normal não possui um sentido maior, significa apenas que você é capaz de lidar com a rotina normal da vida. Ela não lhe traz qualquer significado, qualquer sentido. Também não lhe dá uma visão maior sobre a realidade das coisas. A psicanálise não o leva além do tempo, além da mor te. É, quando muito, um mecanismo útil para aqueles que ficaram tão fora da normalidade que se tornaram incapazes de lidar com seu cotidiano. Serve para pessoas que não conseguem conviver com outras pessoas, que não trabalham, que se tornaram fragmentadas.
A psicoterapia traz um sentimento de unidade — não digo integridade, note bem, apenas a sensação de unidade. Serve para amarrar os pedaços, mas estas pessoas permanecem fragmentadas. Nada se cristaliza, nenhuma alma nasce dentro delas. Não se tornam cheias de contentamento, apenas menos infelizes, menos deprimidas.
A psicologia ajuda as pessoas a aceitar sua infelicidade, a aceitar que isto é tudo o que a vida pode lhes dar, que não devem esperar mais. De certa forma, ela é perigosa para seu crescimento interior, porque esse só acontece quando existe um descontentamento divino. Só quando você está completamente insatisfeito com o estado em que estão as coisas é que você inicia sua busca e começa a se elevar, só então você se esforça para sair do atoleiro.
Jung penetrou ainda mais fundo no inconsciente. Ele chegou ao inconsciente coletivo, mas isso apenas nos leva mais fundo no atoleiro e não ajuda em nada.
Já Assagioli foi na direção oposta. Ao perceber o fracasso da psicanálise, ele inventou o que chamou de psicossíntese. Está baseada na mesma ideia, só que dá ênfase à síntese e não à análise.
A psicologia dos budas não é análise nem síntese, mas transcendência, ou seja, ir além da mente. Não é um trabalho dentro da mente, mas um trabalho que o leva para fora dela. Este é exatamente o significado da palavra “êxtase” — sair de si.
Quando você é capaz de deixar sua mente, quando se torna capaz de criar uma distância entre sua mente e seu ser, então você terá dado o primeiro passo na psicologia dos budas. Um milagre acontece: quando você sai da sua mente, todos os problemas dela desaparecem, porque a própria mente desaparece, ela perde o controle sobre você.
A psicanálise é como podar os ramos de uma árvore: novos brotos crescerão, pois as raízes não foram cortadas. E a psicossíntese é como colar os ramos caídos de volta na árvore. Isso também não trará vida aos ramos, que continuarão com um aspecto feio. Eles não estarão verdes, não farão parte da árvore, estarão apenas colados a ela.
A psicologia dos budas corta todas as raízes da árvore que cria as neuroses e psicoses e que gera o homem fragmentado, mecânico, robotizado. E o caminho é simples...
A psicanálise demora muitos anos e, ainda assim, o homem permanece o mesmo. Ela apenas renova a estrutura antiga, remendando aqui e ali, aplicando uma mão de tinta para disfarçar. Mas continua sendo a mesma casa, nada foi radicalmente alterado. Ela não transformou a consciência do homem.
A psicologia dos budas não funciona dentro da mente. Ela não está interessada em analisar ou sintetizar, apenas ajuda você a sair de sua mente para que possa dar uma olhada pelo lado de fora.
E este próprio olhar já é uma transformação. No mo mento em que você consegue olhar para sua mente como um objeto, você se distancia, perde sua identificação com ela. Urna distância é criada e as raízes são cortadas.
Por que as raízes são cortadas dessa maneira? Porque é você quem alimenta a mente. Se você está identificado, você ali menta a mente. Caso contrário, você interrompe essa alimentação. Ela cai morta por si só.
Existe uma bela história que eu adoro contar... Diz a lenda que um dia, já em idade bastante avançada, Buda passava por uma floresta. Era um dia quente de verão e ele estava com muita sede. Então ele disse a Ananda, seu discípulo-mor:
“Você precisa voltar, passamos por um pequeno riacho cinco ou seis quilômetros atrás. Vá, leve a minha vasilha de esmolas e me traga um pouco de água. Estou com sede e cansado.”
Ananda retornou, mas, ao chegar ao local, percebeu que alguns carros de bois haviam atravessado o riacho, revolvendo o leito de folhas secas e deixando a água enlameada. Já não era mais possível beber daquela água, ela estava muito suja. Ele voltou com as mãos vazias dizendo: “Você precisa esperar um pouco. Eu vou seguir adiante, pois ouvi falar de um grande rio a apenas três ou quatro quilômetros daqui. Eu trarei água de lá.”
Mas Buda insiste dizendo: “Volte e traga água do mesmo riacho.”
Ananda não conseguia entender tanta insistência, mas, se o mestre estava ordenando, o discípulo obedeceria. Assim, ele retornou ao riacho, mesmo sabendo do absurdo que seria caminhar cinco ou seis quilômetros, sabendo que a água não era boa para ser bebida.
Ao retornar, Buda disse: “E não volte se a água ainda estiver suja. Se estiver suja, simplesmente sente à margem do riacho e permaneça em silêncio. Não faça nada, não entre no riacho. Apenas sente à margem em silêncio e observe. Cedo ou tarde a água estará límpida novamente, você poderá encher a vasilha e voltar.”
Ananda retornou ao local. Buda estava certo: a água estava quase límpida, as folhas tinham sido levadas, a sujeira tinha assentado. Mas ainda não estava absolutamente límpida. Assim, ele se sentou à margem e apenas observou o rio fluir. Lentamente, ele se tornou transparente como um cristal e Ananda retornou dançando. Ele havia entendido por que Buda fora tão insistente, pois na sua insistência Buda havia deixado uma mensagem que ele compreendera. Ananda entregou a água a Buda e o agradeceu, tocando seus pés.
Buda então disse: “O que você está fazendo? Sou eu quem deveria agradecê-lo por ter me trazido água.”
Ananda retorquiu: “Agora eu entendo. No início, eu estava com raiva. Eu não demonstrei, mas estava com raiva porque achava que era absurdo voltar. Agora, entendi a mensagem. Sentado à margem do riacho, me dei conta de que a mesma coisa acontece com minha mente. Se eu mergulhar no rio, eu o sujarei novamente. Se eu mergulhar na mente, apenas criarei mais barulho, mais problemas serão desenterrados e irão começar a aparecer. Aprendi a técnica simplesmente ao sentar à margem.”
Fique sentado à margem de sua mente, observando sua sujeira, seus problemas, suas folhas podres, mágoas, feridas, memórias, desejos. Sente-se despreocupadamente à margem de tudo e aguarde o momento em que tudo estará límpido novamente.
Isto acontecerá por si só porque, no momento em que se sentar à margem de sua mente, você não estará mais transmitindo energia para ela. Essa é a verdadeira meditação. A meditação é a arte da transcendência.
Freud falou em análise, Assagioli em síntese. Os Budas sempre falaram em meditação e consciência.
O que há de tão especial nesse terceiro tipo de psicologia? Meditação, percepção, observação, testemunho — isso é único. Você não precisa de um psicanalista. Você pode fazer isto sozinho. Na verdade, você tem que fazer isto sozinho. Não é preciso nenhum manual, pois o processo é simples quando executado: caso contrário, parece muito complicado.
A própria palavra meditação assusta muito as pessoas, pois elas pensam que é algo difícil e árduo. Sim, se você não meditar, fica tudo muito difícil e árduo. É como nadar. No início, parece muito difícil, mas depois que você descobre o processo vê que é simples. Nada pode ser mais simples do que nadar. Não é uma forma de arte, é tão espontâneo e natural!
Tome maior consciência de sua mente. Ao fazer isso, você também tomará consciência de que você não é a mente. E este é o início da revolução. Você começa a se elevar mais e mais. Você deixa de estar atrelado à mente, que funciona como uma pedra que o detém. Ela o prende dentro de um campo gravitacional. No momento em que você se liberta da mente, quando a gravidade perde seu poder sobre você, você entra no campo de Buda. Entrar no campo de Buda significa entrar no mundo da levitação. Você começa a flutuar. A mente, no entanto, continua a puxá-lo para baixo.
Assim, não é uma questão de analisar ou sintetizar. É simplesmente uma questão de tomar consciência. É por isso que no Oriente não foi desenvolvida uma psicoterapia como a de Freud, Jung ou Adler, e outras tantas disponíveis no mercado atualmente. Nunca desenvolvemos psicoterapias porque sabemos que elas não curam. Elas podem ajudá-lo a aceitar suas feridas, mas não podem curá-las. A cura só acontece quando você não está mais preso à mente. Quando está desconectado da mente, sem identidade, completamente desatrelado, a escravidão termina e a cura pode acontecer.
A verdadeira terapia é a transcendência, e não apenas a psicoterapia. Não é um fenômeno limitado à psicologia, é muito maior do que isto. É espiritual. E pode curá-lo no mais fundo de seu ser.
OSHO, “Aprendendo a Silenciar a Mente”.

A Mente É Um Fenômeno Social

sábado, 12 de maio de 2012

A MENTE só pode existir em sociedade. Ela é um fenômeno social, pois necessita da presença de outras pessoas. Você não pode sentir raiva quando está sozinho ou, se isso acontecer, se sentirá tolo. Você não pode ficar triste quando está sozinho, pois não há desculpa para tal. Também não pode se tornar violento, é necessário que haja mais alguém por perto. Você não pode falar, não pode continuar tagarelando. Não pode usar a mente, ela não pode funcionar — e quando a mente não pode funcionar, ela se torna ansiosa e preocupada. Ela precisa funcionar, precisa de alguém com quem se comunicar.
A mente é um fenômeno social, um subproduto da sociedade. Não apenas da sociedade moderna, mas de qualquer sociedade. Mesmo nos tempos ancestrais, quando alguém ia caçar sozinho na floresta, essa pessoa ficava ansiosa, ficava deprimida no começo. A diferença não está na mente, a diferença está no grau de paciência. A mente permanece a mesma, seja ela moderna ou antiga, mas nos velhos tempos as pessoas eram mais pacientes, podiam esperar. Hoje você não sabe mais ser paciente, e aí está o problema.
Nos velhos tempos, no mundo antigo — especialmente no Oriente —, não havia consciência do tempo. É por isso que os relógios não foram inventados no Oriente. Poderiam ter sido inventados na China, talvez, mas eles não estavam interessados no tempo. A mente moderna se interessa em demasia pelo tempo. Por quê? Isto é parte da influência cristã no mundo. Com o cristianismo e o islamismo, a consciência do tempo passou a fazer parte do mundo. Há razões para tal.
No pensamento cristão, acredita-se que haja apenas uma vida. Ë a primeira e a última. Se você morrer, não terá mais tempo, então todo o tempo que você tem são setenta ou oitenta anos, talvez. Por isso há tanta pressa no Ocidente. Todos correm porque a vida está se esvaindo. A cada momento seu tempo de vida restante diminui. O tempo está passando e você está morrendo. Tantos desejos para realizar e tão pouco tempo para realizá-los, isso obviamente gera ansiedade.
No Oriente, por outro lado, sempre se acreditou que a vida seja eterna. Assim sendo, o tempo não importa, não há pressa, pois você passará por aqui muitas vezes. Já esteve aqui milhões de vezes e voltará milhões de outras vezes. Esta não é a primeira nem a última
vida, apenas mais uma dentro de uma longa cadeia, e você está sempre no meio, pois não há início nem final. Por que, então, ter pressa? Há tempo suficiente para tudo.
Em uma das escrituras tibetanas está escrito que, mesmo se você tiver que correr, deve fazê-lo devagar. Se você correr, jamais atingirá lugar algum. Perceba o aparente paradoxo: sente-se e você atingirá seu objetivo, mas, se correr, não chegará a lugar algum.
Nessa cadeia eterna, de milhões de vidas, há sempre tempo suficiente. A paciência, então, se torna possível. Mas no Ocidente, como há apenas uma vida, a cada momento um pouco dessa vida vai se transformando em morte. Há uma perda constante, nada é realizado, nenhum desejo é satisfeito, tudo está incompleto... Como você pode ser paciente? Como esperar? Tornou-se impossível esperar. Com essa ideia de uma única vida, junto com outra ideia, a do tempo linear, o pensa mento cristão criou uma forte ansiedade dentro da mente. E agora esse pensamento tornou-se uma influência global.
O pensamento cristão diz que o tempo não se move em círculos, mas sim em linha reta. Nada se repetirá, então tudo é único. Todo e qualquer evento irá ocorrer uma única vez em toda a eternidade, não se repetirá jamais. Não é um círculo, não é como uma roda em movimento, na qual um aro irá girar várias vezes.
No Oriente, o tempo é um conceito circular, como as estações se movendo em um círculo. Se o verão chega agora, então chegará sempre. Sempre foi assim e assim será para sempre.
Este conceito oriental está mais próximo da verdade: a Terra se move em um círculo, o Sol se move em um círculo, as estrelas se movem em um círculo e a vida também. Todo movimento é circular, e o tempo não pode ser uma exceção: se o tempo se mover, irá fazê- lo de forma circular. O conceito linear de tempo está absolutamente errado.
É por isso que, no Oriente, nunca nos interessamos muito por História. Estivemos interessados pelos mitos, mas não pela História. Foi o Ocidente que introduziu a História no mundo. É por isso que Jesus tornou-se o centro da História, o início do calendário. Medimos o tempo com a ideia de “antes de Cristo” e “depois de Cristo”. Cristo tornou-se o centro de toda a História, a primeira pessoa histórica.
Buda não é histórico, nem Krishna. Não é possível ter certeza sobre o nascimento de Krishna, se ele existiu de fato ou não, se foi apenas uma história ou se houve fatos históricos. Ninguém nunca se preocupou com isso no Oriente.
Dizem simplesmente que todas as coisas são histórias, que já foram contadas muitas vezes e serão contadas de novo. Não é preciso, então, preocupar-se com os fatos, pois os fatos são repetitivos. É melhor preocupar-se com o tema. Caso contrário, coisas importantes podem passar despercebidas.
Diz-se que, antes do nascimento de Rama, um dos avatares da Índia, Valmiki, escreveu sua história. Antes mesmo que ele nascesse? Isso é impossível! Como alguém pode escrever sobre alguém que ainda não nasceu? Mas Valmiki escreveu primeiro, então Rama teve que seguir essa história, fosse como fosse. Como isso aconteceu? Parece um mistério, mas não é, se olharmos o tempo do ponto de vista oriental.
Valniiki disse: “Conheço Rama, porque ele já nasceu antes em muitas eras. Vou criar a história, pois já conheço o tema, aquilo que é essencial. Irei colocar o que não for essencial na história.”
E Rama deve ter pensado: “Por que contradizer Valmiki? Por que ir contra o que esse velho homem disse? Vou seguir o que está escrito.” E assim o fez.
O Oriente vive imerso em mitos. Um mito significa um tema repetitivo, o essencial está sempre presente. No Ocidente os mitos não têm sentido. Se você puder provar que alguma coisa é mitológica, ela perde seu sentido. É preciso provar sempre que foram fatos históricos, que aconteceram dentro do tempo. É necessário ser absolutamente preciso.
Como eu disse antes, este conceito linear de uma vida única cria ansiedade. Por isso, quando você fica em silêncio, sozinho, fica preocupado. Uma coisa é certa para você: o tempo está sendo desperdiçado. Você não está fazendo nada, está apenas sentado. Por que você está desperdiçando sua vida? E este tempo não pode ser recuperado, porque no Ocidente se ensina que “tempo é dinheiro”. Isto está absolutamente errado, porque a riqueza é criada pela escassez e o tempo não é escasso. Toda a economia depende da escassez: se alguma coisa é escassa, ela se torna valiosa. Mas o tempo não é escasso, está sempre presente. Não é possível esgotá-lo, então o tempo não pode ser econômico e, portanto, não pode representar riqueza.
Ainda assim, continuam ensinando que o tempo é uma riqueza que não deve ser desperdiçada, pois não voltará. Então, você não pode ficar sozinho, apenas sentado, durante três anos. Nem três meses, nem mesmo três dias, pois você terá desperdiçado esse tempo.
E o que você está fazendo? Surge um segundo problema, porque no Ocidente ser não é muito valioso, mas fazer é valioso. Pergunta-se sempre “O que você tem feito?”, pois o tempo serve para fazer algo. Dizem, no Ocidente, que uma mente vazia é a morada do demônio. Você sabe disso e sua mente sabe disso. Então, ao sentar-se, sozinho, você fica amedrontado. Está perdendo tempo, não está fazendo nada, você fica se perguntando: “O que você está fazendo aqui? Está apenas sentado? Desperdiçando seu tempo?” Como se ser, e apenas ser, fosse um desperdício! Você precisa fazer algo para provar que usou seu tempo. A diferença na forma de pensar está aí.
Na antiguidade, sobretudo no Oriente, ser era o bastante. Não havia necessidade de provar mais nada. Ninguém iria perguntar: “O que você tem feito?” O seu ser já era suficiente, e era aceito como tal. Caso você fosse uma pessoa silenciosa, cheia de paz, de contentamento, estava tudo bem. Por isso, no Oriente, jamais foi pedido aos sannyasins que trabalhassem. E sempre pensamos que os sannyasins, aqueles que deixaram de lado todo o trabalho, eram melhores do que aqueles que estavam ocupados trabalhando.
Isso jamais ocorreria no Ocidente. Se você não estiver trabalhando, é um vagabundo, um mendigo. Os hippies são um fenômeno recente, mas, de certa forma, o Oriente sempre teve uma mentalidade hippie. Criamos os maiores hippies do mundo! Buda e Maavira, sem qualquer ocupação, sentados, meditando, aproveitando seu ser, apenas extraindo contentamento de seu jeito de ser, sem fazer nada. Mas nós os respeitávamos: eram os seres supremos, os mais elevados. Buda era um pedinte, mas até os reis ajoelhavam-se a seus pés.
No Oriente sempre foi totalmente diferente. O ser era respeitado. Não se perguntava o que a pessoa fazia, mas sim quem a pessoa era. E isso bastava. Se você tivesse descoberto a compaixão, se tivesse florescido, isso bastava. A sociedade devia ajudá-lo e servi-lo. Ninguém dizia que você deveria trabalhar ou que deveria criar algo. No Oriente, pensava-se que vivenciar seu próprio ser era a mais alta forma de criatividade, e a presença de um homem assim era valorizada. Ele poderia ficar anos em silêncio.
Maavira passou doze anos em silêncio. Não falava, não ia aos vilarejos, não via ninguém. E quando começou a falar, alguém perguntou a ele: “Por que você nunca falou nada antes?”
Ele respondeu: “A fala se torna valiosa apenas quando você atingiu o silêncio. Do contrário, é fútil. Não apenas fútil, mas também perigosa, pois você está jogando lixo na cabeça dos outros. Foi esse o esforço que fiz, o de falar apenas quando toda fala houvesse cessado dentro de mim. Quando essa fala interior desaparecesse, eu poderia falar. Nesse momento, não seria uma doença.”
E todos podiam esperar, pois acreditavam em reencarnação. Há histórias de discípulos que vinham procurar um mestre e esperavam durante trinta anos, sem perguntar nada. Apenas esperavam até que o mestre dissesse: “Por que você veio?” Trinta anos é muito tempo — uma vida inteira desperdiçada — mas esperar durante trinta anos trará uma realização.
Há ocidentais que vêm me procurar e dizem: “Estamos de partida esta tarde, então nos conte o segredo, nos diga como podemos nos tornar silenciosos. Desculpe, mas não podemos ficar, precisamos partir.” Estão pensando de acordo com as categorias que aprenderam — café instantâneo —, por isso acreditam que deve haver uma “meditação instantânea”, algum segredo que eu possa lhes contar e que resolva a questão.
Não há segredo algum. Ë um longo esforço, que requer muita paciência. E quanto mais pressa você tiver, mais tempo levará. Lembre-se disso: se você não estiver com pressa, pode acontecer agora. Quando você não está com pressa, sua mente possui dentro de si a qualidade adequada, o silêncio está lá.
Siga devagar com paciência. Não tenha pressa, pois o objetivo não está em algum outro lugar, mas sim dentro de você. Quando você não estiver com pressa, quando não estiver indo para lugar algum, irá senti-lo. No entanto, se estiver correndo, não poderá sentir nada, pois estará preocupado e tenso.
No Japão, a meditação é chamada de zazen. Zazen significa apenas sentar sem fazer nada. Os monges zen têm que se sentar durante seis horas por dia, às vezes mais. O mestre nunca lhes dá nada para fazer, eles apenas têm que ficar sentados. Foram treinados para sentar, sem pedir nada para fazer, nem mesmo um mantra. Apenas sentar.
Parece fácil, mas na prática é muito duro, porque a mente pede algum trabalho, algo para fazer. E a mente fica dizendo: “Por quê? Por que perder tempo? Por que ficar aqui, apenas sentado? O que irá acontecer só por estar sentado?” Ainda assim, durante muitos anos, o aprendiz permanece sentado, dia após dia. Então, aos poucos, a mente se cansa de você, se cansa de não ser ouvida e pára de perguntar. Quando isso acontece, aos poucos você descobre uma nova força de vida dentro de si que sempre esteve presente, mas você estava tão ocupado que não podia ouvi-la, não podia senti-la. Ao se livrar das ocupações, começou a senti-la.
A mente sempre criou problemas e gerou solidão. Experimente ficar sozinho durante, no mínimo, três meses, mas decida, com antecedência, que, aconteça o que acontecer, você não ouvirá sua mente. Decida com antecedência que você está pronto a “desperdiçar” três meses, de forma que não seja necessário ficar pensando constantemente que você está perdendo tempo. Você irá simplesmente sentar e esperar. É possível, então, que ocorra um milagre.
Em algum momento nesses três meses, um dia você tomará consciência de seu ser. Quando não há tarefas a executar, coisas a fazer, você pode perceber o ser, tornar-se consciente dele. Se há coisas demais sendo feitas, você apenas segue em frente, esquecendo o ser que está escondido por trás.
OSHO, “Aprendendo a Silenciar a Mente”.