Desejo

sexta-feira, 18 de junho de 2010


Todo desejo é um sonho e todo sonho afasta-o de si mesmo - essa é a própria natureza do sonho.
Nos sonhos, você pode estar em qualquer lugar; eles possuem tremenda liberdade porque são irreais. Num sonho você pode estar na Lua, em Marte. Pode escolher o planeta, o jogo é seu. Num sonho, você pode estar em qualquer lugar, exceto um - nesse onde você está. Esta é a primeira coisa a ser entendida sobre a consciência sonhadora. Se você estiver onde está, então o sonho não poderá existir, pois não haverá necessidade de sonhar, o sonho não terá significado. Se você estiver exatamente onde está, como poderá o sonho existir? Ele só existe se você se afasta de si mesmo. O sonho tem que ser uma falsificação da realidade; tem que ser algo mais que a realidade.
Na realidade não existem sonhos, por isso os que querem conhecer o real precisam parar de sonhar. Você sonha porque você reprime. Reprime o que pensa, o que sente, até memso o que sonha. A repetição é o método da hipnose. Repita qualquer coisa e ela ficará gravada em seu ser - é assim que nos iludimos na vida. Um sonho é como um vendedor. Simplesmente fica se repetindo. Simplesmente insiste em se repetir. E repetindo-se, começa-se a acreditar nele. Quando uma pessoa não reprime nada, os sonhos desaparecem.
A vida sempre o manda de volta à sua própria realidade - por isso ela é chocante. Choca porque ela não realiza os seus sonhos. E é bom que a vida nunca realize seus sonhos - ela está sempre dispondo você de alguma maneira. Dá a você mil e uma oportunidades de se frustrar a fim de que você entenda que ter expectativas não é bom, que os sonhos são fúteis e os desejos jamais são satisfeitos. Então você para de desejar, para de sonhar, para de propor. De repente volta para casa e o tesoura está lá.
Osho, “A Arte de Morrer”

MEDITAÇÕES

quinta-feira, 17 de junho de 2010

“Série Espírito” 








por Luiz Gasparetto

Compartilho aqui, com vocês a meditação que foi praticada no encerramento de cada palestra relacionada acima. 

Entretanto, para auxiliar na escolha da meditação, apresento uma breve   introdução referente ao que foi abordado na série:

ESPÍRITO DA ARTE - A manifestação da perfeição é o equilíbrio da paz. Arte é o poder do ser humano de penetrar e se comunicar neste Universo de equilíbrio, paz e perfeição. (Palestra mediúnica de Toulouse Lautrec, através de Luiz Gasparetto).

ESPÍRITO DA BELEZA - Os próprios elementos naturais se equilibram de tal forma que refletem uma harmonia. Essa harmonia é a beleza de cada um!

ESPÍRITO DA FAMÍLIA - Ou aceitamos as diferenças e aprendemos a viver com elas, ou não vamos conseguir viver com ninguém!

ESPÍRITO DA JUVENTUDE - Quando nós passamos a aceitar a vida plenamente é que nos tornamos jovens, porque a vida é sempre o agora e não o ontem.

ESPÍRITO DA PAZ - Paz é o que funciona. É o estado de encaixe; é o funcional. É quando as coisas trabalham na perfeição ou na medida e no senso exato de cada coisa.

ESPÍRITO DA SAÚDE - As coisas que estão acontecendo conosco ou ao nosso redor são os sinais do nosso espírito para que usemos o seu melhor. A saúde significa a ação em conjunto com o espírito.

ESPÍRITO DA VIDA - O espírito da nossa vida sabe o que é o melhor para nós. Ele sabe onde está tudo e como chegar lá. Mas é preciso que saibamos confiar nele.

ESPÍRITO DO DINHEIRO - É hora de celebrar a alegria da consciência espiritual e do despertar, de perceber que somos herdeiros de uma grande fortuna, filhos do maior milionário do Universo.

ESPÍRITO DO TRABALHO - Quando aceitamos o nosso espírito, ele cria situações em volta de nós para que realizemos o que ele quer. Não é preciso fazer força quando estamos no nosso espírito, pois ele faz o impossível, ele lida com o invisível!

Ao clicar no respectivo link de cada palestra, você será redirecionado para uma   nova página, externa ao blog, onde poderá ouvir e/ou salvar a meditação escolhida.

Mandalas

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A palavra mandala vem do sânscrito (idioma antigo da Índia) e significa círculo. Etimológicamente temos a composição man + dala, que significa essência de si mesmo.

As mandalas são desenhos circulares utilizados para "distrair" a mente da realidade física e permitir o acesso às nossas dimensões espirituais.

Desenhar e/ou colorir mandalas tem como objetivo desbloquear as emoções e também os sentimentos ou até mesmo ativar as nossas energias positivas pois é possível estabelecer um contacto interno conforme se vai desenhando os círculos e colorindo os desenhos.

Essa ação faz com que se estabeleça uma relação com os nossos pensamentos, idéias e lembranças, pois os encontros das cores, da expressão dos números e dos símbolos mágicos e sagrados nos levam ao natural reencontro conosco mesmo.

O encontro com as cores e o ato de colorir as mandalas nos permite fazer uma reflexão, aguça a intuição e a expressão  criativa pessoal.

Mas deixando a "teoria" de lado,  faça porque é gostoso coloRIR…  :)


Caminhando...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Para onde você está conduzindo a sua vida?
Você está criando COMO quer viver?

"Quando se quer uma coisa,
 o  Universo inteiro conspira a favor". 

Por esta razão, tome muito cuidado com seus pensamentos. Escondidos debaixo de uma série de boas intenções, estão sentimentos que ninguém ousa confessar a si mesmo: vingança, autodestruição, culpa, o medo da vitória, a alegria macabra com a tragédia dos outros.

O Universo não julga: conspira a favor do que desejamos. Por isso, tenha a coragem de olhar para dentro da sua alma, e ver se não está criando nada "errado" para si mesmo.

E toma sempre muito cuidado com o que pensa.

Observe os sinais da sua estrada... e Siga em frente!

(Adaptado do... ) 
Manual do Guerreiro da LUZ
Paulo Coelho

Meditação

Decidindo ser feliz
por Luiz Gasparetto

UM... Único!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Não tente se enquadrar nos padrões de beleza que a sociedade está sempre impondo. Em vez disso, aprenda a se amar exatamente como você é. 
A sociedade impõe padrões quase sempre inatingíveis. E lá estamos nós, tentando sempre segui-los para sermos aceitos e desejados. Que tal se a gente tentar acabar com isso?

Hoje, eu quero que você amplie a sua maneira de ver as coisas a partir da seguinte constatação: a natureza não se repete

Nós temos de defender nossa natureza e abrir mão dos conceitos que a sociedade insiste em impor. Enxergar de acordo com a natureza irá mudar não somente a visão que temos sobre nós mesmos, mas também a nossa maneira de olhar os outros. Negar algo que é seu significa criar conflito com sua própria natureza.

Aceite-se exatamente como é. Esse é um bom começo para adquirir a paz interior. Fique firme na pessoa que você é. Coloque a paz aí dentro. Não se engane na vida. Liberte-se da ideia de que você precisa dar satisfações as outras pessoas.

Afirme para a pessoa que você é: “Eu sou absolutamente diferente de todo mundo”. Eu me valorizo porque dou atenção aos meus sentimentos e sensações. Eu me reconheço. O importante é eu ficar comigo mesmo. Eu sou boa. Tudo que eu faço é bom. Tudo que eu faço tem o meu jeito, e o meu jeito é sempre bom porque é único. Eu sou o que sou. Pense em si, sem se comparar a ninguém. Sinta o prazer de ser único.

Só o bem é real, e só a verdade é capaz de me fazer sentir bem. Por isso, só faço aquilo que realmente me faz sentir bem. Só faço aquilo que é verdade para mim, o que eu sinto como sendo verdade. Coloque a paz aí dentro. NÃO SE ENGANE na vida. Liberte-se da ideia de que você precisa dar satisfações as outras pessoas.

Assimile, finalmente, o seguinte raciocínio: vim a esse mundo apenas para ME realizar, para curtir a MINHA aventura PESSOAL. Tenho de ser uma pessoa boa apenas para o meu eu. Cada um que me olhe como quiser.

E pronto!

Trechos de "Deus fez você e jogou a forma fora"
Por Luiz Gasparetto

Verbo SER

domingo, 13 de junho de 2010


Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? 
Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.
Carlos Drummond de Andrade

Ternura


“Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalento te acompanhe, na Terra ou no Espaço e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a Presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no Centro do teu Ser.

Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o seu viver seja pleno de Paz e Luz!

“Oração Celta”

O Dom Supremo

sábado, 12 de junho de 2010

Este deve ser nosso objetivo no mundo: aprender a amar.

A vida nos oferece milhares de oportunidades para aprender a amar. Todo homem e toda mulher, em todos os dias de suas vidas, têm sempre uma boa oportunidade de entregar-se ao Amor. A vida não é um longo feriado, mas um constante aprendizado. E a mais importante lição que temos é: aprender a amar. Amar cada vez melhor.
O que faz do homem um grande artista, um grande escritor, um grande músico? Prática. O que faz do homem um grande homem? Prática. Nada mais.
O crescimento espiritual aplica as mesmas leis usadas pelo corpo e pela alma. Se um homem não exercita seu braço, jamais terá músculos. Se não exercita sua alma, jamais terá fortaleza de caráter, nem ideais, nem a beleza do crescimento espiritual.
O Amor não é um momento de entusiasmo.
O Amor é uma rica, forte e generosa expressão de nossas vidas - a personalidade do homem em seu mais completo desenvolvimento.
E, para construir isso, precisamos de uma prática constante.
O que fazia Cristo na carpintaria?
Praticava.
Embora perfeito, aprendia - todos nós já lemos sobre isto. E assim ele crescia em sabedoria, para Deus e para os homens.
Procure ver o mundo como um grande aprendizado de Amor, e não fique lutando contra aquilo que acontece em sua vida. Não reclame por precisar estar sempre atento, ser obrigado a viver em ambientes mesquinhos, cruzando com almas pouco desenvolvidas. Esta foi a maneira que Deus encontrou para você praticar. E não se assuste com as tentações. Não se surpreenda com o fato de elas estarem sempre à sua volta, e não se afastarem - apesar de tanto esforço e tanta prece. É desta maneira que Deus trabalha sua alma.
Tudo isto o está ensinando a ser paciente, humilde, generoso, entregue, delicado, tolerante. Não afaste a Mão que esculpe sua imagem, porque esta Mão também mostra o seu caminho.
Esteja certo de que você está ficando mais belo a cada minuto que passa – e, embora não perceba, dificuldades e tentações são as ferramentas utilizadas por Deus.
Lembre-se das palavras de Goethe: “O talento se desenvolve na solidão; o caráter no rio da vida.” O talento se desenvolve na solidão; a prece, a Fé, a meditação, a visão clara da vida. Mas o caráter só pode crescer se fizermos parte do mundo. Porque é no mundo que aprendemos a Amar...
“O Dom Supremo” - Henry Drummond

Pra minha alma...


Muitos de nós estamos programados para acreditar que não temos o poder de escolher o que queremos de nossa vida. Mas temos. Alguns de nós acreditam não poder superar os limites, as coações e as restrições que nos são impostas por outras pessoas. Mas podemos. Muitas vezes é difícil ver o lado positivo de uma situação complicada. É difícil, não impossível. Somos fortes o suficiente para ultrapassar o limite e fazer o impossível quando essa é a nossa escolha. Mas precisamos fazê-la. A lei de causa e efeito é um fato da vida, o que transforma nossas escolhas em realidade. Cada um de nossos pensamentos leva a uma escolha. Cada palavra que pronunciamos fundamenta as escolhas que fazemos. Toda ação que iniciamos é uma escolha hoje, que tem implicações no nosso amanhã, na nossa próxima semana e no nosso próximo ano. Hoje, escolha ser corajoso, e não medroso. Enfrente o que enfrentar, escolha clareza à confusão. Lembre-se de escolher disciplina ao hábito; quando as coisas chegarem ao limite e você se sentir no fundo do poço, escolha amor ao ódio ou ao rancor.

“AS ESCOLHAS provocam uma enorme vibração que, na verdade, nos dá de volta mais do que distribuímos”.
Iyanla Vanzant

Respeite-se!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Deu vontade?
Faça. E renove-se!
Proponho um exercício que vai ajudá-la a se restaurar e buscar o novo. É, minha gente! Porque pensar no nosso bem-estar é pensar em se renovar! 

Lanço a você algumas perguntas: 
O que seria, para você, se renovar?
O que você jogaria fora da sua casa, do seu guarda-roupa?
O que você não experimentou que poderia experimentar? Pular de pára-quedas? Esquiar?
O que sempre teve vontade de fazer, mas acabou deixando de lado? Pegar a trouxa e se mandar? Sumir por um tempo?

Vamos lá, jogue fora essa velha que está aí, dentro de você! Abra logo mão desse seu jeito careta!!!

Que tal mudar de amigos? Conhecer pessoas novas?
Que tal apostar naquele esporte que sempre quis fazer? Ou retomar aquele curso que parou e do qual gostava tanto?

Lá, dentro de si, tinha um sonho de construir algo e desistiu no meio do caminho? Que tal investir nele agora?

E olha só, pessoal, fazer isso ou aquilo não depende de tempo e dinheiro! Basta estar viva e lúcida. Socorro! Estou achando que tem uma velha aí dentro de você!

Pois é, quando nos deixamos levar por padrões de rigidez (isso pode, aquilo não pode), vemos um grande número de possibilidades e oportunidades jogadas no lixo. Naturalmente, vamos apagando nossa sensibilidade, matando nosso espírito da juventude e entrando numa monotonia sem fim. Sem notar, vamos encolhendo nossos horizontes. 

Veja só: qual é o protótipo do velho? É aquele que se queixa, enche o saco, pega no pé dos que estão ao seu redor, implica com tudo e vive irritado e de cara feia. Pode ter 11, 20 ou 50 anos; se apresentar essas características, é velho. Velho é uma praga. Na verdade, é uma doença terrível que ataca pessoas em qualquer idade.

Perceba, agora, como esse estado pesa. Percebeu?
Agora respire e reaja! Comece dizendo para si: “Tudo pode acontecer. Tudo posso fazer. Não preciso, necessariamente, ter o amanhã que eu imagino. O que importa é o meu hoje. Abro espaço para fazer o que quero hoje”.
 
Os dias passam a ser somente o que você vê, e não o que você cria. Isso é velhice. Saia disso. Velho quer a certeza; jovem, a abertura e o improvável. Velho quer se segurar em alguma coisa; jovem, ficar solto. Recebe tudo o que vier e ainda acha graça. Velho quer ficar no antigo; jovem, o novo, quer mudar e seguir com a sua época, o seu mundo. Velho está no passado, nas lembranças, nas cicatrizes; jovem, trabalhando o amanhã, no sentido da vanguarda. Então, se agita e se move com toda a facilidade.

Como não existe o amanhã, permita-se ser outro. Faça mudanças,. Pergunte para seu espírito o que ele gostaria de fazer e faça-o. Rompa limites. Todos os dias, faça alguma coisa nova. Saia descalço, simplesmente, ou faça qualquer outra coisa diferente. Rompa uma regra. Você não imagina como vai se divertir com pequenas coisas e e sentir tão bem... Rompa o limite, procure seu espírito. A sugestão está aqui. A solução está com você!

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http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/colunistas/luiz-gasparetto/colunistas.sthm

Encontre o guia interior

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Você tem um guia dentro de si mas não o usa. E não o tem usado por tanto tempo, por tantas vidas, que pode nem saber mais que existe um guia dentro de você.

Eu estava lendo um livro de Castañeda. O mestre dele, Don Juan, lhe deu uma bela experiência para fazer. É uma das experiências mais antigas. Numa noite escura, numa estradinha muito escarpada, perigosa, em total escuridão, o mestre de Castañeda disse:
— Você simplesmente acredita no guia interior e começa a correr.
Era perigoso. Era uma estradinha à beira de um precipício, desconhecida para ele, com árvores, arbustos, abismos. Ele poderia cair a qualquer momento. Mesmo de dia, seria preciso tomar muito cuidado para andar por ali, e à noite estava tudo escuro. Ele não conseguia ver nada e seu mestre dizia:
— Não ande, corra!
Ele não conseguia acreditar! Era simplesmente suicídio. Ele ficou apavorado — mas o mestre corria. Ele corria como um animal selvagem, e voltou correndo. E Castañeda não entendia como ele fazia aquilo. Não só ele corria no escuro, mas a cada vez ele vinha correndo diretamente na direção dele, como se conseguisse enxergar.
Então, pouco a pouco, Castañeda criou coragem. Se aquele velho conseguia fazer aquilo, por que ele não conseguiria? Ele tentou e pouco a pouco sentiu um luz interior surgir. Então começou a correr.
Você apenas é sempre que para de pensar. No instante em que para de pensar, o interior se manifesta. Se você não pensar, está tudo bem — é como se algum guia interior estivesse agindo. A sua razão tem enganado você. E o maior engano tem sido o seguinte: você não consegue acreditar no guia interior.
Primeiro, você tem de convencer a sua razão. Mesmo que o seu guia interior diga: "Vá em frente", você tem de convencer a razão e então perde oportunidades. Porque há momentos... você pode aproveitá-los ou perdê-los.
O intelecto requer tempo, e enquanto você está refletindo, contemplando, pensando, você perde o momento. A vida não espera por você. É preciso viver imediatamente. É preciso ser realmente um guerreiro, como dizem no Zen, porque quando está lutando no campo com a sua espada, você não pode pensar. Você tem de seguir sem pensar.
Osho, em “Intuição: O Saber Além da Lógica”.

Curta a SUA vida...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pílulas da sabedoria

  
Confira pequenas reflexões que, se incorporadas à sua vida, podem transformá-la em uma pessoa muito melhor.
Os pensamentos que trago a seguir nada mais são do que lembretes, para fazer de você uma pessoa melhor - não para os outros, mas para você mesma...

A paz interior é simplesmente uma consequência.
 Aproveite!

Sonhe
Mas não deseje ser quem você não é. Isso é pesadelo.
Almeje
Mas não queira ter uma vida igual à de outra pessoa. Isso é morte.
Imagine
Mas não fantasie o que não pode ter. Isso é loucura.
Dispute
Mas não tente vencer aquilo que é considerado invencível. Isso é suicídio.
Fale
Mas não apenas de si mesma. Isso é egoísmo.
Apareça
Mas não se mostre com orgulho. Isso é exibicionismo.
Admire
Mas não se machuque com inveja. Isso é falta de autoconfiança.
Avalie
Mas não se coloque como um modelo de conduta. Isso é egocentrismo.
Alegre-se 
Mas nada de exageros ou muito alarde. Isso é desequilíbrio.
Elogie
Mas não fique se desmanchando em bajulações. Isso é hipocrisia.
Observe
Mas não faça julgamentos. Isso é falta de amor-próprio.
Chore
Mas não se declare um ser infeliz. Isso é autopiedade.
Importe-se
Mas não cuide da vida do próximo. Isso é abandonar sua própria vida. 
Ande
Mas não atravesse o caminho alheio. Isso é invasão.
Viva
Feliz com o que pode ter. Feliz com o que dá para ser. Isso é paz
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http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/colunistas/luiz-gasparetto/colunistas.shtm

Pare de pedir... Comece a CRIAR!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Perguntaram a Osho:
Eu quero rezar a Deus.
Por favor me ensine a maneira.

Não aborreça Deus, ele tem os seus próprios problemas. Você não vê que tudo o que ele cria morre? Mantenha seus problemas para si. Por que uma pessoa deseja rezar para Deus?

Deus não precisa de suas orações. Você pode estar necessitando dessas orações, mas elas não serão nada mais que vocalização de seus desejos, seus pedidos, expressões de suas reclamações.
Isso é o que pessoas fazem com o nome de oração — reclamam o tempo todo, dizendo: "As coisas não deveriam ser assim" —, tentando ajudar Deus a ficar um pouco mais sábio.
Não, a oração não é necessária. O que é necessário é a meditação. A meditação não faz nenhuma referência a Deus. A meditação transforma você; não leva Deus em conta.
E, além disso, você não conhece Deus: como rezar para algo desconhecido, algo x-y-z? Em que linguagem vai rezar para Deus? Você não o conhece absolutamente.
E há pessoas que dizem: "Rezando para Deus você chegará a conhecê-lo". Mas a oração pressupõe uma exigência básica, que você deveria conhecer, só então pode rezar; você deveria conhecer, só então pode amar. Como você pode amar um Deus desconhecido? Sua oração será formal, não será nada mais que um clichê.
A meditação é uma dimensão totalmente diferente. Kabir sugere a meditação, Buda sugeriu a meditação, eu sugiro a meditação. A meditação é uma aproximação diferente: não tem nada a ver com Deus, ela tem algo a ver com você, com sua mente. Ela deve criar um silêncio dentro de você, um silêncio absoluto e profundo. Nesse silêncio absoluto você começa a sentir a presença de Deus.
A oração é uma consequência da meditação real. Só um meditante pode rezar, porque ele conhece, porque ele sente; porque agora a presença de Deus não é apenas um argumento, não é uma coisa lógica, mas algo experienciado, algo vivido.
E, então, a oração não é mais uma reclamação. Então a oração é uma rendição, então a oração é puro amor — não há nenhum desejo ligado a ela, nenhuma condição. É um completo agradecimento.
Osho, em “A Revolução: Conversas Sobre Kabir”.